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Zonas verdes do Lubango reforçadas

Arão Martins | Lubango

As zonas verdes do município do Lubango estão a ser reforçadas, com a plantação de milhares de árvores ornamentais e frutíferas, uma acção que está a ser desenvolvida pelo Instituto Superior Politécnico da província da Huíla, em parceria com a administração municipal,

Milhares de árvores ornamentais e fruteiras estão a ser plantadas na cidade do Lubango e arredores para reforçar as zonas verdes
Fotografia: Maria Augusta

no quadro das comemorações dos 40 anos da Independência Nacional, a 11 de Novembro.
O vice-decano para a área científica do Instituto Superior Politécnico da Huíla (ISPH), Rafael Chingachiwa, disse ontem ao Jornal de Angola que na plantação de árvores participam mil alunos e que estão a ser plantados eucaliptos, cedros e jaracandás. O projecto está a ser implementado sob o lema “Pensar verde, para uma vida saudável”.
Rafael Chingachiwa informou que a plantação de árvores abrange as comunas da Arimba, Huíla e Hoque. O ganho, disse, resulta da Reunião de Auscultação e Concertação Social do Governo Provincial da Huíla, que recomenda aos cidadãos e instituições públicas e privadas a pautarem pelo comportamento de preservar as plantações já existentes na região e ao mesmo tempo plantar novas árvores.
A par da plantação, acrescentou, está a ser desenvolvido um conjunto de palestras e encontros de esclarecimento sobre a importância de plantar e preservar as árvores. O surgimento do Instituto Superior Politécnico da Huíla, que está a promover cursos de ciências e engenharia, é um ganho resultante da contínua promoção do programa do Executivo de formação de quadros, afirmou o vice-decano.
A instituição promove a formação de engenheiros e técnicos de que o país está cada vez mais a precisar, tais como cursos de engenharia, geologia e minas, construção civil, arquitectura, mecânica, agronomia, zootecnia e informática e computação. A formação de quadros, disse, constitui uma prioridade do Executivo, que tem por objectivo criar competência e autonomia na interpretação dos fenómenos e dar solução às necessidades viradas para o desenvolvimento nacional,  de forma sustentável. 
O vice-decano disse que o Instituto Superior Politécnico da Huíla, aberto em 2012, por ser uma instituição de formação de quadros, aposta no capital humano. Os cursos ministrados pelo Instituto Superior Politécnico da Huíla, afecto à Universidade Mandume Ya Ndemufayo (UMN), vão muito de encontro àquilo que são as preocupações do Executivo, de diversificar a economia. Os primeiros licenciados pela instituição são colocados à disposição do mercado de trabalho em 2018, o que constitui uma mais-valia para aquilo que se pretende, tendo em conta a formação de quadros e valorização da mão-de-obra nacional.
A formação está a ser feita por quadros capazes, muitos dos quais nacionais e estrangeiros (Cuba, Portugal). Embora seja um embrião, há certeza de que, com a dedicação e entrega, não só com os quadros ligados à Reitoria, Governo Provincial e Executivo, os resultados vão ser positivos.
Para este ano, mais de 1.800 alunos frequentam aulas com normalidade, nos cursos de Engenharia, Agronomia, Computação, Construção Civil, Geologia, Informática, Mecânica, Minas e Zootecnia.
Construído de raiz e inaugurado em 2012, no quadro do programa de Expansão do Ensino Superior, a instituição está integrada na 6ª Região Académica da Universidade Mandume Ya Ndemufayo.
O Instituto Superior Politécnico da Huíla foi implantado numa área de 10 hectares e dispõe de 23 salas, 20 gabinetes, um auditório com capacidade para 120 pessoas, parque de estacionamento, campo polivalente, biblioteca central, ginásio e laboratório.
A par do número de salas existentes, tendo em conta a superfície existente, o Governo Provincial da Huíla promete construir mais 20 salas.

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