Milhares de novos consumidores no Golungo Alto

Marcelino Manuel | Ndalatando
18 de Março, 2017

Fotografia: Ilídio Serdeiro | Edições Novembro

Mais de 18 mil habitantes da vila de Golungo Alto e seus arredores vão beneficiar de água potável, a partir de Junho, quando entrar em funcionamento o centro de captação, tratamento e bombagem do produto, anunciou ontem o fiscal de obras.

Fernando Simão disse que o centro, projectado a partir do curso normal do rio Nzenza, a 18 quilómetros da sede municipal do Golungo Alto, vai dispor de uma capacidade de 80 metros cúbicos por hora.
O fiscal da obra salientou que o projecto é de carácter central e enquadra-se no programa do Executivo “Água para Todos”. Abarca uma estação de bomba de captação, rede de água bruta e de tratamento, a par da reconstrução da rede de distribuição interna da vila.
O responsável avançou que a casa de captação junto ao rio Nzenza cativa 80 metros cúbicos por hora, cuja adução vai ser feita por bombagem. Fernando Simão explicou que o reservatório de água bruta, localizado a 9.000 metros da captação, tem capacidade para avolumar 240 metros cúbicos, enquanto a estacão de tratamento possui um reservatório de 420 metros cúbicos.
O fiscal de obras fez saber que o projecto vai funcionar com uma rede de distribuição de sete quilómetros e 345 metros.
O responsável realçou ainda que o ramal de distribuição vai sustentar 279 ligações domiciliárias, 470 torneiras de quintal e 23 chafarizes, que já estão a ser erguidos a nível das comunidades.
Fernando Simão avançou que a execução física do projecto está na ordem dos 70 por cento, numa altura em que o pessoal técnico aguarda o último material para os apetrechos finais. “Acredito que, com a chegada do equipamento, podemos dar seguimento aos trabalhos e entregar a obra até finais de Maio e inauguração no mês seguinte”, disse. O fiscal de obras realçou que a zona de captação está concebida numa área com cerca de dois mil metros quadrados, tendo o projecto garantido 40 postos de trabalho, 50% dos quais a cidadãos nacionais.

Expectativa da população

A administradora do Golungo Alto, Teresa da Costa, referiu que aquela região da província do Cuanza Norte vive dificuldades de água há já algum tempo, daí manifestar satisfação pelo facto de o projecto contribuir para que a população deixe de percorrer longas distâncias para ter acesso ao produto. Teresa da Costa considera que o novo centro de captação, tratamento e distribuição tem capacidade suficiente para abranger também os habitantes dos 200 fogos habitacionais do bairro Santa Luísa.
A administradora elogiou os esforços do Executivo pela implementação do projecto, que vai ajudar a população a deixar de consumir água imprópria e, consequentemente, reduzir os níveis de doenças de fórum intestinal.
 A administradora revelou ainda que os habitantes da comuna de Kiluange vivem sem problema de fornecimento de água potável, ao contrário dos de Cambondo, onde as chuvas de Abril de 2016 danificaram parcialmente o centro de captação e distribuição.
Teresa da Costa adiantou que, durante a visita do governador do Cuanza Norte, José Maria dos Santos, à localidade, se procedeu ao levantamento das necessidades.

Sector do ensino

Para além das obras do sector das águas, no município do Golungo Alto estão em curso duas escolas do ensino primário, com seis salas cada, e um posto de saúde, tutelados pelo Fundo de Apoio Social (FAS). Neste momento, a execução física das duas obras está na ordem dos 80 por cento. “Os trabalhos andam paralisados, há alguns meses, em função de atrasos no pagamento ao empreiteiro”, lamentou Teresa dos Santos.
Apesar dos atrasos, o director provincial do FAS, no Cuanza Norte, Leonel Silva, garantiu que as obras das duas escolas e o posto de saúde, erguidas no bairro Beta, vão terminar ainda este ano.
O director explicou que o Governo Provincial tem garantias do Ministério das Finanças para a cabimentação dos orçamentos, no sentido de se pagarem as referidas obras.

Apetrechamento dos imóveis

A administradora de Golungo Alto afirmou que o material para o apetrecho das duas escolas, com destaque para carteiras, já está disponíveis, na cidade de Ndalatando, podendo ser transportados para o município assim que as condições estiverem criadas.
Teresa da Costa  sublinhou a importância do acabamento das unidades pedagógicas, visando o descongestionamento de algumas escolas que albergam mais de 35 alunos por turma, um atropelo às orientações da reforma educativa.
Em relação às obras do centro cultural e cine municipal do Golungo Alto, a administradora Teresa da Costa explicou que as obras estão na ordem dos 50%, acções que vão proporcionar aos jovens mais atracções para a dança, música e cinematografia.
Além disso, a administradora Teresa da Costa referiu-se à existência de uma sala de informática, apadrinhada pelo nacionalista Lopo do Nascimento. Natural da terra, o também deputado pelo partido MPLA garantiu ainda a compra de 40 computadores e a instalação de uma sala para aulas de inglês na sede dol município.

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