Escola Politécnica à procura de candidatos

Francisco Curihingana | Malanje
12 de Janeiro, 2017

Fotografia: Eduardo Cunha|Malanje

A Escola Superior Politécnica de Malanje, adstrita à Universidade Luegi Ankonde, tem disponíveis para o presente ano académico 225 vagas para os cinco cursos ministrados na instituição, número que pode conhecer alteração, uma vez que, para o ano académico em preparação, foi adoptada uma nova filosofia, que é de contemplar jovens interessados residentes em diferentes municípios da província.

O director geral da Escola Superior Politécnica de Malanje, Francisco Jacucha, disse ontem, ao Jornal de Angola, que neste momento está em curso o trabalho de sensibilização dos potenciais candidatos nos restantes municípios da província de Malanje, no sentido de consciencializar os interessados em ingressar no ensino superior.
Os candidatos poderão fazer as inscrições junto das respectivas administrações municipais, mas, para as provas de admissão, Francisco Jacucha admite a possibilidade de as mesmas poderem ser realizadas no sistema de agrupação dos municípios. "Há a possibilidade de se agrupar as provas de admissão. Esse é um estudo que está em curso, mas, em principio, os exames todos vão decorrer nas instituições do ensino superior existentes na província de Malanje", disse.
O director da Escola Superior Politécnica de Malanje esclareceu no entanto que ainda não se coloca a hipótese da expansão do ensino superior, com a implantação de salas anexas nos municípios.
No ano académico findo, a escola teve 1.041 estudantes no ensino laboral e no pós laboral 1.179, perfazendo 2220 estudantes, distribuídos em vários cursos leccionados na instituição.
De acordo com o interlocutor do Jornal de Angola, o ano académico 2016 foi proveitoso, porque também foi um dos anos marcado com as defesas das monografias de mais de 200 estudantes.A implantação do ensino superior na província de Malanje veio resolver um dos grandes problemas que afligia a juventude local, ávida em prosseguir com a sua formação académica, o que obrigava muitos a imigrarem para outros pontos do país e/ou para o exterior. “Malanje está de parabéns, porque anteriormente a juventude buscava o ensino noutras regiões, como Uíge, Cuanza Norte e Luanda. Eram muitos acidentes de viação pelas estradas e, com o surgimento do ensino superior, atenuamos estas questões todas”, sublinhou Francisco Jacucha.

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