Programa de alfabetização com milhares de inscritos

Edson Fontes | Caxito
19 de Março, 2017

Fotografia: Edições Novembro

Um total de 8.086 alunos foi matriculado, neste ano, na província do Bengo, nos cursos de alfabetização, revelou ontem, em Caxito, o director local da Educação, Ciência e Tecnologia.

António Quino avançou que, dos alunos inscritos no programa de alfabetização, 5.791 são do sexo feminino e apenas 2.295 do masculino.
O responsável disse que o programa engloba um total de 3.431 alunos do método de intervenção “Sim eu Posso” e que 4.655 frequentam o sistema “Aldeia Global”.
Apesar disso, as autoridades pretendem ver algumas localidades livres do analfabetismo o mais rápido possível, daí a Direcção da Educação, Ciência e Tecnologia estar a realizar, durante seis dias, uma acção formativa de capacitação de alfabetização, com 40 jovens voluntários do movimento Lev’Arte.
O director salientou que a região conta, neste momento, com 174 centros de alfabetização por contrato, além dos 28 voluntários sem fins lucrativos.
António Quino deu a conhecer que as estratégias do Executivo para a erradicação do analfabetismo, desde os primórdios da Independência Nacional, têm ajudado a baixar os altos índices do fenómeno entre a população.
Neste sentido, desde 2012, está a ser implementado o Decreto Presidencial nº 86/12, que aprova o plano estratégico de revitalização da alfabetização 2012 /2017, o que, deste modo, exigiu o redobrar de esforços com iniciativas locais de abertura de salas ou centros de alfabetização , com voluntários solidários com a causa.

Zonas livres

Os municípios de Pango Aluquém, Dembos, Bula Atumba e Dande podem ser declarados livres de analfabetismo, anunciou António Quino.
Com a identificação destas localidades dos quatro municípios, o director provincial avançou que sobe para 13 o número de zonas indicadas como livres do analfabetismo no processo de alfabetização.
O director esclareceu que a Unesco declara um território livre do analfabetismo quando o índice da população maior de 15 anos, que não sabe ler e escrever, seja inferior a quatro por cento.
António Quino explicou que, numa população de mil habitantes, se houver 40 cidadãos por alfabetizar, pode-se declarar a localidade livre do analfabetismo.

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