Reportagem

Aposta na agricultura irrigada promove o desenvolvimento

Domingos Mucuta | Lubango

O relançamento da agricultura irrigada é uma das principais apostas das autoridades da Huíla em 2017, afirmou o governador provincial, João Marcelino Tyipinge, que destacou a construção e a reabilitação de infra-estruturas para esse fim.

Combate à pobreza na huíla
Fotografia: Arão Martins | Huíla

João Marcelino Tyipinge anunciou que, apesar das limitações financeiras vividas ao longo do ano, o Governo da Huíla conseguiu realizar os principais programas, com destaque para a dinamização da actividade agro-pecuária e o aumento da produtividade nas explorações familiares e empresariais.
O governo provincial identificou projectos estruturantes para apoio à agricultura e promoveu o ordenamento dos espaços para a agro-pecuária, disse. O governador acredita que os vastos hectares de terras aráveis ordenados e distribuídos às famílias de camponeses e empresários agrários servem para intensificar a produção de cereais, batata, feijão, hortofrutícolas e de outros bens essenciais para a dieta alimentar.

Poupança de luz e água

O governador destacou também a instalação de 1.900 contadores pré-pagos na cidade do Lubango, que permitiram a racionalização do consumo de energia, com reflexos no sistema de produção, que regista uma poupança equivalente a oito megawatts.
A instalação de quatro postos de transformação de 250 kv, nos bairros Nambambe, Cristo Rei e Palanca, e de 1.040 ligações domiciliárias mereceu também destaque do governador, que realçou ainda a construção de uma linha de média tensão de 8,5 quilómetros, nos bairros Comercial, Benfica, Hélder Neto, Mitcha, Bula Matadi, Nambambe, Cabo Verde e Mapunda, antes com muitas restrições.
O ano de 2016 foi marcado ainda pela reabilitação hidráulica e electromecânica da central de bombagem da Nossa Senhora do Monte. Está em curso a instalação de 60 quilómetros de rede de distribuição de água. Decorre a construção de um novo campo de cinco furos para reforçar a quantidade de água para produzir 335 metros cúbicos por hora, destinados à cidade do Lubango.

Novos agentes

Os concursos públicos realizados este ano permitiram a admissão de 674 novos agentes para a Educação e a Saúde. O governador disse que o sector da Educação foi reforçado com 466 novos agentes de ensino e pessoal administrativo.
A província formou 67 inspectores, no âmbito do projecto de reestruturação e revitalização da Inspecção da Educação para garantir a qualidade de ensino e evitar o absentismo dos professores. A província conta com uma carta escolar própria, elaborada com o apoio financeiro do Fundo das Nações Unidas para a Infância, realçou.
O sistema escolar foi reforçado com 49 novas salas de aula, resultantes da inauguração de 11 novas escolas nos municípios da Chibia, Caluquembe, Cacula, Cuvango, Matala e Lubango.
A Saúde admitiu 208 técnicos e mais médicos, assim como viu serem reinaugurados e apetrechados os edifícios das direcções provincial e de Saúde Pública.
A realização com sucesso do programa de vacinação contra a febre-amarela em cinco municípios da província, a distribuição de ambulâncias para Matala, Kuvango, Cacula e Inem, a entrada em funcionamento do Hospital Psiquiátrico e dos centros Ortopédico do Lubango e o de Saúde na Eiva foram outros destaques.

Destruição do património

O governador lamentou a destruição de bens públicos, como casas, sistemas eléctricos e de água, escolas e centros de saúde, por parte de determinados cidadãos e adiantou que, além da educação cívica promovida pelas igrejas e ONG, são necessárias medidas punitivas exemplares pelas entidades competentes para disciplinar o comportamento nocivo à sociedade. “O Governo está disposto a trabalhar na edificação da nação angolana e na salvaguarda dos princípios e valores fundamentais. Para tal, é indispensável a participação de todos os cidadãos independentemente da inclinação ideológica ou de qualquer outra natureza”, referiu.

Esperança no futuro

O governador disse ainda que, embora a economia tenha perdido o vigor com que se vinha desenvolvendo, por causa da crise actual, o país aspira pertencer, até 2025, ao grupo dos países de desenvolvimento humano elevado, por isso, o combate à pobreza é ainda uma prioridade. “Tenho plena confiança nas nossas capacidades, para juntos combatermos por uma cidadania plena e activa”, afirmou Marcelino Tyipinge, que pediu o maior engajamento possível de todos no processo eleitoral.
O governador da Huíla sublinhou que o Orçamento Geral do Estado para o próximo ano mantém os objectivos nacionais definidos nos planos de desenvolvimento 2013-2017.
Lembrou que o OGE preconiza a preservação da unidade e coesão nacional, garantia dos pressupostos básicos necessários ao desenvolvimento, melhoria da qualidade de vida dos angolanos, inclusão da juventude na vida activa, crescimento do sector privado e inserção competitiva no contexto internacional.

Tempo

Multimédia