Conjunto residencial dá boa vida

Gabriel Bunga |
25 de Fevereiro, 2017

Fotografia: José Soares| Edições Novembro

Um conjunto residencial com 800 residências está em construção no município de Belas, em Luanda, constatou o Jornal de Angola no local. A Urbanização Boa Vida, com 722 mil metros quadrados, fica junto à Via Expresso Cacuaco-Cabolombo, no cruzamento com a entrada do Lar do Patriota.

Composta por cinco condomínios com infra-estruturas sociais, culturais e de lazer, a urbanização está a ser construída há dois anos pela empresa Poltec Investimentos e tem já uma parte concluída, cujas casas se destinam à comercialização.
O conjunto engloba edifícios dos tipos T3 apenas de nível térreo, T3 com rés-do-chão e primeiro andar, T4 e T5. Cada um recebe o nome de um rio de Angola. O primeiro denomina-se Keve e as casas vão de 150 a 360 metros quadrados.
O segundo é o Zambeze, separa as áreas íntima e social e dispõe de quintal espaçoso.
As dimensões vão de 197 a 540 metros quadrados. Além das residências, a urbanização inclui espaços comerciais previstos no projecto.
A movimentação de homens e máquinas no terreno é intensa. A atenção de todos está voltada para o cumprimento dos contratos estabelecidos entre a empresa Poltec Investimentos, promotora do projecto, e os clientes.O modelo de casas T4, denominado Bengo, inclui residências desde 259, 5 a 720 metros quadrados. Transformar um dos cómodos em escritório é uma das opções e a vida independente de cada um dos habitantes é destacada pelas três suites.
O nome Kwanza é reservado para as casas T5, que se destacam das demais em espaço e número de cómodos. As dimensões vão de 459 a 1080 metros quadrados e têm rés-do-chão e primeiro andar.
O projecto inclui serviços integrados. Estão projectadas piscinas para adultos e crianças, ginásios, jardins infantis, campos de futebol, quadras polidesportivas e de ténis, escola internacional, clínica hospitalar, creche e sala de cinema.A Urbanização Boa Vida prevê ainda salão de festas, salão de festas infantis, centro comercial com 112 lojas, centro de escritórios, centro de convenções, um hotel com 109 quartos, supermercado, restaurantes, farmácias e spa.
O projecto Urbanização Boa Vida prevê também a construção de uma igreja católica. O presidente do Conselho de Administração da empresa Poltec, Tamasz Dowbor, disse à reportagem do Jornal de Angola que na Urbanização Boa Vida todos os produtos e serviços foram pensados a cinco minutos de distância a pé de cada morador e que a ideia principal é que os futuros moradores dediquem mais tempo a família.
“O projecto urbanização Boa Vida é um conceito único do ponto de vista da funcionalidade, arquitectura e qualidade dos acabamentos. É um conceito habitacional, residencial e comercial, que procura trazer benefícios para as famílias no que diz respeito à qualidade de vida, condições de trabalho e espaços de lazer”, disse.
Tamasz Dowbor acrescentou que a urbanização foi pensada com base no modo de vida das famílias angolanas. “Tudo o que você precisa para a manutenção da sua família encontra aqui a cinco minutos de distância a pé”, afirmou.Todos estes aspectos foram previstos a pensar nos problemas de Luanda, como o trânsito automóvel e para facilitar o acesso a bens e serviços de qualidade. Na urbanização, o habitante encontra clínicas e supermercados, o que lhe permite poupar tempo para se dedicar à família. O eixo central do projecto é ter tudo por perto.
Metade do projecto está construída.  Tamasz Dowbor disse que a primeira parte, incluindo a área comercial, foi entregue aos clientes no ano passado. “Já estamos na segunda fase do projecto”, afirmou. Parte das casas é entregue este ano e as demais no próximo.
“Propomos casas com qualidade de acabamentos”, afirmou. “Caprichamos e garantimos que a qualidade dos materiais e acabamentos é da mais alta, com um preço razoável, justo”.

Casa angolana


A Urbanização Boa Vida é o 15.º projecto que está a ser construído no país pela Poltec. A empresa criou um novo conceito baseado na construção de casas que se adequam ao modo de vida das famílias angolanas. “As nossas casas respeitam e adequam-se à modalidade e formato de vida dos angolanos. Têm de três a cinco quartos, de acordo com o poder aquisitivo de cada um”, disse. O empresário polaco sublinhou que a casa T3 é diferente de todas. Tem um pé direito alto, que surpreende e dá a sensação de amplo espaço. As casas com maior número de cómodos são de primeiro andar. “Respeitando a particularidade dos mais velhos aqui em Angola, por mais que seja a casa de primeiro andar, a suite principal é no rés-do-chão, sabendo que as pessoas com idade avançada preferem não utilizar escadas, mas ficar na parte de baixo”, disse.
O custo varia em função do tipo da residência. As casas são comercializadas desde o início do projecto. “Começámos a comercializar estas casas a 250 mil dólares.
Hoje, em função da valorização do projecto, uma casa T3 custa cerca de 400 mil dólares, dependendo da localização. As casas T4 e T5 também subiram de preços. Começámos com 500 mil dólares, hoje estão a 700 ou 800 mil”, disse. Tamasz Dowbor referiu que, apesar da crise financeira que o país vive, a execução do projecto habitacional Boa Vida não sofreu alterações. A primeira fase do projecto foi comercializada e o mercado teve excelente receptividade.
O empresário sublinhou que os clientes apostam no projecto devido à qualidade das casas. “Conseguimos chegar a este preço bom, porque não carregamos qualquer dívida”, disse. Os clientes pagam de forma faseada, desde o início da construção. O cliente só recebe a casa depois de cumprir a última prestação do contrato. “Quem financia a construção da casa é o próprio cliente. Entra com 30 ou 40 por cento e vai liquidando a casa ao longo da construção por um período de dois anos”, precisou.

Emprego para a juventude


A Poltec emprega 1.700 pessoas. Este ano, com o aumento das obras, vai empregar mais 500 funcionários. O principal projecto da empresa é a Urbanização Boa Vida. Decorrem outros projectos nos sectores agrícola e de pecuária, que vão empregar mais trabalhadores.
Tamasz Dowbor referiu que a maioria dos funcionários da Poltec são jovens. Os condomínios da Urbanização Boa Vida dispõem de privacidade, mas os espaços públicos do projecto são de acesso livre.
Os moradores dos bairros dos arredores do projecto vão beneficiar dos serviços sociais da Urbanização Boa Vida. Os equipamentos sociais, como hospitais, escolas e supermercado vão ser de utilidade pública. O presidente do conselho de administração da Poltec disse que dentro do projecto Boa Vida está prevista a construção de casas T2 e T3 para pessoas com menor poder aquisitivo.
As casas de dois a três quartos vão custar cerca de 20 milhões de kwanzas. “Pensamos em casas com custo menor, mas com a mesma qualidade nos acabamentos e de vida”, disse. A ideia arranca com 60 moradias desse tipo. “O projecto maior vai estar acima das mil casas T2 e T3, a lançar até ao fim do ano”, disse.O projecto Urbanização Boa Vida vai ser gerido pela própria empresa construtora.
 Tamasz Dowbor disse que o sucesso de qualquer projecto habitacional está na qualidade de gestão. A Poltec garante a manutenção e administração do projecto para manter a qualidade da Urbanização.  Os futuros moradores devem gastar entre 40 e 45 mil kwanzas por mês nas despesas com os serviços, como administração, segurança, água, luz e saneamento básico.
A empresa Poltec existe no mercado imobiliário angolano há 15 anos.
 O empresário polaco disse que todos os projectos construídos foram entregues aos clientes. “Já fizemos o Infinit1 e Infinit 2, em Talatona e em Benfica. São projectos em curso de excelente qualidade. Fizemos vários projectos no Benfica. É uma organização muito grande”, afirmou. Para a empresa, o projecto Boa Vida “é o coração de todo o esforço feito ao longo dos anos”.

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