Reportagem

Duas cidades fundadas há 63 anos

Marcelo Manuel | Ndalatando e Adão Diogo| Saurimo

As debilidades no fornecimento de água potável, insuficiências na oferta de iluminação pública e a falta de manutenção dos edifícios velhos da cidade são das principais preocupações dos habitantes de Ndalatando, agravadas ao problema de saneamento básico e das águas pluviais.

Fotografia: Nilo Mateus| Edições Novembro

Numa altura em que a sede capital do Cuanza-Norte comemora o seu 63º aniversário, desde a elevação à categoria de cidade, a 28 de Maio de 1956, os cidadãos reclamam da falta de progressão urbanística da cidade e do crescimento desordenado dos bairros periféricos, resultante do aumento da população, que, nos últimos 10 anos, cresceu de 22.243 para 165.839 habitantes.
O crescimento da população de Ndalatando tem sido acompanhado da fraca oferta de água potável, principalmente a nível dos bairros “Vieta de Cima”, Mesquita, São Felipe, Kibuangoma, Miradouro, Camundai, Ché-Guevara e em algumas partes da cidade, onde uns consomem-na por algumas horas, enquanto outros recorrem a cacimbas e cisternas para a compra do bidão de 20 litros a 50 kwanzas e o reservatório de 5.000 litros a oito mil kwanzas.
A funcionária pública Beatriz Miguel, moradora do bairro Vieta de Cima, esposa e mãe de três filhos, diz que, mensalmente, gasta entre oito e dez mil Kwanzas, para pôr água em casa. Afirma que a situação fica mais insustentável no tempo seco, altura em que os poços e rios da região baixam de caudal, facto que gera especulação, por parte de quem vende.
O director do gabinete da administradora-adjunta para o Sector Técnico de Cazengo, Alberto Kanuco, frisou que a água consumida actualmente em Ndalatando provém do sistema de captação e tratamento do “Mucari”, com capacidade para bombear 48 litros por segundo, além de um reservatório onde podem ser armazenados cinco mil metros cúbicos para os mais de 150 mil habitantes.
“Apesar dos esforços por parte do Governo, no sentido de melhorar a qualidade e quantidade de água à população, a verdade é que ainda existe muita gente com difícil acesso ao consumo do referido líquido”, admitiu Alberto Kanuco.
Segundo o responsável, Ndalatando conta com 125 chafarizes, dos quais 67 estão inoperantes, e 478 cacimbas que servem de ponto de água. O Ministério da Energia e Águas diz que a problemática do consumo do líquido em Ndalatando pode ser resolvido até 2022, quando estiverem concluídas as obras do projecto de captação do Lucala, a 35 quilómetros da sede provincial. O projecto foi financiado pelo Banco Mundial, num montante de 50 milhões de dólares.
O director nacional das Águas, Lucrécio Costa, em recentes declarações à im-prensa, em Ndalatando, anunciou que a adjudicação formal da empreitada acontece entre os meses de Outubro ou Novembro deste ano. Depois da conclusão da segunda fase, disse, o projecto terá durabilidade de 25 anos.
Os registos revelam que o soba "Ndala" foi originário da região de Pungo-A-Dongo, província de Malanje, tendo escolhido a região de Caculo Camuiza, arredores de Ndalatando, como primeira região da província para se abrigar, depois de emigrar da sua terra natal para a ex-Vila Salazar, local onde terá começado a mobilização do seu povo para a luta contra o regime português.

Uma cidade a perder o brilho

A falta de manutenção dos principais edifícios da cidade é outra situação que inquieta os amigos e naturais de Ndalatando. Por exemplo, António Gaspar, 45 anos, natural da Rua dos Voluntários, afirmou que em Ndalatando pouco ou nada mudou desde a sua partida para o Sul de Angola, em 1985. Para o habitante, os edifícios e ruas continuam os mesmos, com a agravante da maior parte apresentar-se sem pintura e outros arranjos.
O também empresário é de opinião que o Governo provincial devia seguir o exemplo do executivo da Huíla, que criou um projecto específico para a manutenção das principais ruas e edifícios do Lubango.
Constatações feitas dão conta de que cinco prédios da rua Luanda-Malanje, da Adelino Sobrinhos e várias residências nas ruas da Missão, Moçambique e Voluntário, na sua maioria construídas entre os anos 40 e 50, clamam por intervenções urgentes.
A fraca recolha dos resíduos sólidos e deficiente escoamento das águas pluviais são outros problemas que afectam a convivência dos “ndalatandenses”. De acordo com alguns entrevistados, o reduzido número de contentores para o depósito do lixo e a falta de um aterro sanitário apropria-do, aliados à fraca capacidade das operadoras de recolha de lixo, estão a pôr em causa a limpeza e o saneamento básico da zona urbana e periferia da capital do Cuanza-Norte.
António de Jesus, de 40 anos, morador do bairro Quilamba Kiaxi, manifestou-se descontente com o actual modelo de recolha e tratamento de resíduos sólidos, tendo solicitado maior participação da população para a melhoria da imagem da cidade.
O morador apontou a ne-cessidade de se reajustarem os métodos de gestão dos resíduos sólidos, com o envolvimento da população e outros agentes comunitários, uma solução que deverá estender-se aos restantes municípios da província, com o apoio do sector privado.

Cultura e lazer

A cidade de Ndalatando é a sede da Diocese Católica com o mesmo nome. A Diocese, criada pelo Papa João Paulo II, em 1990, pelo desmembramento da Arquidiocese de Luanda, abrange todo o território da província do Cuanza-Norte. O seu primeiro bispo foi D. Pedro Luís Scarpa.
Esta Diocese promove uma das principais celebrações católicas no país, a peregrinação ao Santuário de Maria Auxiliadora, no bairro da Quipata, em Ndalatando.
Entretanto, existem outros locais de interesse, como são o Parque de Santa Isabel e Sobranceiro, onde há muitas nascentes de água natural, o Centro Botânico do Quilombo, a cinco quilómetros do centro da cidade. Aqui, verifica-se a reprodução de plantas ornamentais em vias de extinção, como é o caso da palmeira real, "Costela de Adão", e o pinheiro natalício.
No jardim botânico existem também trepadeiras de várias espécies e tamanhos. A rosa de porcelana, produzida numa área de um hectare, tem merecido uma especial atenção dos trabalhadores que cuidam do local.
No centro existem também frutos, como a carambola, cereja, manga, morango, sape-sape, goiaba, amora, gajaja, nêspera, jambo, mabonguide, jaca e tantas outras. As famosas mulembeiras atraem visitantes.
Outros pontos de lazer muito apreciados são as Furnas do Zanga (Pedra Furada), as zonas balneares dos rios Luinha e Lucala, Mucari e quedas rápidas do rio Muembeje.
Há mais de cinco anos que Ndalatando está sem uma discoteca. Os principais locais de dança são o famoso "Cabrité", na região de Caringa, a quatro quilómetros do centro da cidade, ou o parque de estacionamento da Pumangol.
O Centro Botânico convida a passeios. Há cheirinho bom de frutas no ar. Aqui produzem-se cerejas, mangas, morangos; sape-sape, goiabas, amoras; gajajas, jacas, carambola.
A gastronomia baseia-se no funge de bombó ou milho, com um acompanhamento mais exótico, como carne de caça estufada (kifula), gafanhotos de palmeira cozidos ou tostados e a muteta.
Quando há festa ou se faz uma recepção de visitantes, os homens vão à caça e trazem para a aldeia perdizes, veados, seixas e kiombos (javalis), que são cozidos segundo as receitas tradicionais, quase sempre à base de óleo de palma.
“A kifula, conhecida como molho sujo, feita com as ervas encontradas nos intestinos do animal abatido, sobretudo a seixa, a paca ou o veado, é um prato típico da região”, observou o munícipe David João Bula.

Iluminação pública entre clarões e apagões

Desde Junho do ano passado, várias artérias da cidade e bairros periféricos de Ndalatando deparam-se com deficiente iluminação, por falta de manutenção do sistema, resultante de uma dívida de 602 milhões de kwanzas do Governo local à empresa prestadora destes serviços.
Carlos Ybarra, responsável da empresa encarregue pela manutenção do sistema de iluminação pública de Ndalatando, esclareceu, em recente entrevista à Angop, que 522 milhões de kwanzas são referentes à dívida de 2017 e 80 milhões de kwanzas relativos à do ano passado. Segundo o responsável, a situação forçou, igualmente, o encerramento temporário da empresa e o despedimento dos 50 trabalhadores que asseguravam a manutenção do sistema local de iluminação pública.
O director do Gabinete de Estudos, Planeamento e Estatística do Governo do Cuanza-Norte, Edmildo Teixeira, contrapôs as afirmações de Carlos Ybarra, dizendo que a dívida para com aquela empresa é de apenas 523 milhões de kwanzas, respeitantes aos serviços prestados no período entre 2013 e 2017. A mesma foi transferida para a dívida pública para efeito de amortização.
Edmiro Teixeira afirmou que a paralisação dos serviços de manutenção da rede de iluminação pública não decorre da falta de pagamentos, mas da cessação, em 2018, do contrato de prestação de serviços que o Governo Provincial do Cuanza-Norte mantinha com a mesma empresa, desde 2013.
Neste contexto, moradores do bairro Sambizanga, Camundai e alguns motoristas que circulam pela cidade são unânimes em afirmar que a situação tem criado vários constrangimentos, pelo facto de criar condições para o crescimento da delinquência e contribuir para o aumento da sinistralidade rodoviária.
Entretanto, para minorar os males, a Administração Municipal do Cazengo tem realizado intervenções pontuais na rede. Segundo a administradora municipal, Maria de Lourdes Salgado, essas intervenções têm permitido a reposição da iluminação em algumas artérias que se encontravam às escuras.
Este trabalho, disse, está a ser realizado pela mesma empresa à qual a Administração recorre para intervenções pontuais no sistema, devido à exiguidade de recursos financeiros, enquanto se aguarda pela celebração de novos contratos de prestação de serviço, no âmbito do processo de transferência de competências às administrações municipais.
Sem avançar números, Maria de Lourdes Salgado disse ter sido já resposta a iluminação em alguns troços localizados no casco urbano da cidade de Ndalatando e na periferia.

O resgate de uma cidade fundada há 63 anos

Recuperação de passeios, plantação de árvores, melhoramento de jardins, rotundas e similares, através de obras iniciadas no ano passado, confirmam a atenção das autoridades para acentuar o brilho de Saurimo que, a 28 de Maio de 1956 ascendeu à categoria de cidade, através do Diploma 2757.
A vila Henrique de Carvalho, assim conhecida no passado, em homenagem ao oficial do exército colonial português que a conquistou, na sequência de uma expedição militar "não conheceu um desenvolvimento notável" nos anos subsequentes à sua criação.
As iniciativas de urbanização, na sua maioria gizadas por comerciantes instalados na localidade, até à conquista da independência culminaram com a abertura e pavimentação de ruas e construção de alguns edifícios. Lojas, habitações e similares deram impulso a vasta gama de negócios, onde o peso do potencial diamantífero da região se destacou entre os pontos de atracção.

Origem da cidade

O espaço que compreendia o modesto povoado de "Saulimbo", circundado pelo matagal, onde o chilreio dos passarinhos anunciava o raiar de novo dia, é parte da actual zona nobre, onde despontam o Palácio Residencial, a Repartição de Finanças, a Sê Catedral, os Correios e as instalações da Rádio Pública, além de casas protocolares e escolas, situadas em ruas cruzadas, com movimento crescente de citadinos.
Em véspera de aniversário da cidade, a recuperação de passeios, plantação de árvores, melhoramento de jardins, rotundas e similares saltam à vista de quem transita por uma urbe que finalmente recupera a limpeza e ordem, para justificar o estatuto de "Cidade diamante", atribuído há cerca de dez anos.
Os munícipes testemunham a instalação de semáforos, através de uma empreitada em execução pela construtora chinesa Synohidro. Por esta via, o governo pretende facilitar a regulação do trânsito, em seis pontos considerados críticos, para contrapor o caos, responsável por inúmeros acidentes, na sua maioria envolvendo moto-taxistas.
Francisca Manganda, administradora municipal adjunta, revelou ao Jornal de Angola que em média, cada bairro tem quatro escolas. A rede sanitária integra o hospital geral e um municipal de referência, além do pediátrico e da maternidade prestes a ser inaugurada. Completam a rede vários centros médicos, na difícil tarefa de atender a demanda de mais de 500 mil habitantes, instalados no município sede, representando cerca de 98 por cento da população da província.

Nova centralidade

Há cerca de 4 quilómetros do centro da cidade, já são bem visíveis as infra-estruturas, ainda em ferro e betão, que deixam antever para breve a conclusão da construção de 212 habitações, do tipo T3, distribuídas em edifícios projectados para quatro e oito andares. O empreendimento inclui 12 lojas, serviços sociais e equipamentos urbanos, numa área de aproximadamente sete hectares e meio, equivalentes ao espaço de mais de seis campos de futebol.
O conjunto de construções em curso, com termo previsto para 2020, assinala a primeira fase de um projecto que contempla 952 fogos habitacionais e infra-estruturas de apoio, numa extensão de 65 hectares, para suavizar a pressão sobre a cidade de Saurimo, que conta actualmente com os bairros sociais urbanizados, da Juventude, erguidos pelo Governo a par da zona residencial Mwono Waha, numa iniciativa do Projecto Catoca.
Entre os edifícios de referência ganhos nos últimos anos e que configuram o postal da cidade, despontam o aeroporto local Deolinda Rodrigues, a Mediateca, com sinais de desgaste que apelam à reabilitação, o hotel Chick Chick e o complexo turístico "Isabel Matuca," todos com elegância arquitectónica que combina robustez, estética e conforto.

Constrangimentos

A cidade vive insuficiências no fornecimento regular de energia eléctrica, devido a escassez de combustíveis para alimentar as centrais térmicas instaladas em vários bairros.
A Hidrochicapa, que há mais de dez anos apoia a cidade e a empresa mineira de Catoca, com cerca de 12 Megawatts de energia, vive uma "gestão de crise", com o funcionamento "cauteloso" de duas máquinas, já notificadas para manutenção, devido ao aumento da vibração, acima dos limites permitidos.
Em relação à água, chafarizes comunitários e ligações domiciliares asseguram o abastecimento possível das comunidades urbanas, a partir de uma central instalada sobre o rio Chicapa. O suporte para a zona suburbana resulta, em grande medida. O funcionamento de sistemas foto - voltaicos acciona bombas hidráulicas acopladas em tubos que captam o líquido através de furos artesianos, abertos no quadro do programa "Água para todos".

Ravinas

Para combater as ravinas que nos bairros Candembe e Txizaínga atingiram níveis alarmantes, o Governo contratou a empresa ENGEVIA que trabalha, há 15 dias, para travar a progressão do fenómeno. Segundo a administradora adjunta da empreiteira, a pressão demográfica causada pela instalação de cidadãos com "comportamentos rurais trazidos das antigas áreas de jurisdição" e o vandalismo sofrido pela cidade, no período pós independência, numa localidade projectada para albergar apenas cerca de 18 mil habitantes, "desfigurou o rosto da antiga capital do Distrito da Lunda".
Num cenário de isolamento, centenas de cidadãos invadiram áreas de risco, para edificarem moradias. Sem qualquer fiscalização, destruíram o ambiente por via de escavações para fabrico de adobes, destinados à construção, e carvão para venda. Para os cidadãos, tais acções representaram forma de sobrevivência à crise. Porém, para o ecossistema da cidade, os danos são de muito difícil reparação.
Em consequência, segundo a nossa interlocutora, as ravinas encontraram espaço aberto para progredirem, transformando-se numa calamidade para as famílias atingidas, sob o olhar impotente das autoridades, esvaziadas do poder de controlo, por falta de verbas.
Francisca Manganda referiu que o cenário complicou o sistema de gestão urbana definido. Aumentou a necessidade de expandir o abastecimento de água, energia eléctrica, serviços sanitários e o ensino, além de buscar soluções para acudir os sinistrados.
Do trabalho realizado por técnicos da empresa Sete Cunhas, há 11 anos, surgiram valas a céu aberto para drenagem das águas. A empreitada devolveu tranquilidade e confiança no seio das comunidades visadas pela calamidade natural. A recelagem (reforço da camada de asfalto) de algumas ruas, respectiva sinalização e recolha regular de lixo, porta à porta, Saurimo conquistou espaço na lista de "cidades mais limpas do país" justificando a honrosa designação de"Cidade diamante".

Ambiente marcado por várias actividades

Ruas engalanadas com reclamos luminosos, deixam bem patentes os dias de festa que a cidade vive, marcados por maratonas músico-culturais, activida-des desportivas, reflexão e organização de uma feira agropecuária na praça 1º de Maio e parte da área que a circunda, delimitada e protegida por um dispositivo policial.
A realização da feira aumentou as oportunidades de venda para dezenas de agricultores e camponeses. Satisfeita com o interesse de clientes, a feirante Txissueca da Silva, que em menos de uma hora vendeu a batata-doce, bombó, ginguba e inhame, trazidos da sua fazenda em Txambuze, prepara o regresso para repor o stock.
O seu homólogo, Cláudio Mujinga Mussasse cobra 2 mil kwanzas por quilograma de peixe do tipo Tilápia e já vendeu metade dos 600 quilogramas inicialmente disponíveis. Está confiante num desfecho favorável do negócio.

Zungueiras

O quotidiano da mulher, no passado marcado pelo cultivo da terra e realização de lides domésticas, contrasta com o cenário das zungueiras, que de bacia à cabeça lançam o pregão por meio de dispositivos sonoros, sobre o usse, jindungo, cebola, tomate, gimboa e quiabo embalados em saquinhos de plástico transparentes.
Várias senhoras e jovens envolvidas no ofício para ganharem o pão, carregam mandioca e ginguba para venda. A agilidade no descasque e fraccionamento da mandioca, com golpes precisos, sobre um pequeno saco transparente, confirma que a "mulher tem muito jeito" como referiu o cantor Man Ré, na preparação da propalada "recarga" (alusão ao suposto efeito afrodisíaco da mandioca e ginguba cruas).

Fonte de inspiração

Os sinais evidentes de extinção do rio Muangueji, representam dor para a governante. Lembra, com saudade, os banhos refrescantes no rio e os convívios na floresta que circundava a zona, durante os planos de férias. Caiymbo Wica, ancião testemunha das distintas etapas histórica da cidade, implora à sensibilidade das autoridades para recuperar o rio e a paisagem à volta.
No passado, Muangeji servia de fonte de abastecimento de água para todos os fins domésticos e de inspiração para poetas e músicos. Actualmente o rio jaz asfixiado por toneladas de areia, arrastada durante anos, por correntes de água em épocas chuvosas, como consequência da destruição contínua do perímetro florestal.
A imagem desoladora que apresenta, gera a lamentação geral. O constrangimento ao trânsito, quando chove, resulta do transbordo das águas, conduzindo à interdição forçada do trânsito, durante horas, para permitir que as máquinas removam a lama e outros resíduos deixados, durante a passagem da enxurrada. O cenário conduz à séria reflexão sobre a hostilidade do homem contra a própria natureza.
A proposta de construção de uma ponte e desassoreamento para repor o caudal do rio, continua na gaveta, por atrasos na disponibilização de verbas.

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