Reportagem

Educação na Huíla assolada por défice de professores

Arão Martins | Lubango

O reduzido número de escolas,  o estado degradado em que se encontram alguns deles e o défice de professores, são as principais causas do bom andamento do sector da Educação na província  da Huíla.

Fotografia: Arão Martins| Edições Novembro

Este quadro foi apresentado ao novo governador provincial, Luís Nunes, pelo  chefe de Departamento Provincial da Edução, Avelino Satende, durante a  apresentação da nova directora provincial do sector de  Paula Joaquim.
Avelino Satende disse que a província tem 1.835 escolas, correspondente a 7.439 salas de aula, das quais 3.056 são definitivas e 4.383 provisórias, acrescentando que um total  de 334.840 cidadãos,  entre  crianças, jovens e adolescentes  estão fora do sistema de ensino, devido ao reduzido número de  escolas e professores.
Segundo o responsável , o sector da Educação na Huíla controla 770.873 alunos na iniciação, ensino primário, secundário do I ciclo e do II ciclo. “ Todos os anos registamos aumento de crianças com idade escolar, pelo que fomos obrigados a improvisar escolas em todos os municípios  da província  para fazermos face a esta demanda de alunos no ensino primário”, disse Avelino Satende.
 O chefe de Departamento da Educação informou  que está em curso o Projecto de Aprendizagem Para Todos (PAT), financiado pelo Banco Mundial , que visa a melhoria  dos conhecimentos e das competências dos professores  e do pessoal  que gere as escolas.
“Estamos a  implementar  ainda, em parceria com o Gabinete Provincial  da Saúde, o projecto  “Saúde Escolar ”, consubstanciado na garantia de assistência médica e informação básica sobre saúde pública “, informou , acrescentado que  na área da alfabetização está também em curso o programa “Sim eu Posso”, que visa incentivar pessoas adultas a apreenderem a ler e escrever.
Avelino  Satende  anunciou ainda que o  processo de merenda escolar foi suspenso  em quase todos os municípios  “por dificuldades orçamentais”.

Vagas para o sector
O Ministério da Educação atribuiu à província da Huíla  1.554 vagas  para o enquadramento de novos professores através de concurso público. Os docentes que forem apurados vão leccionar no ensino primário e I e II ciclo do ensino secundário.
O responsável  adiantou  que o sector de que faz parte na província da Huíla criou uma comissão de trabalho para a organização dos processos individuais no âmbito da implementação do estatuto da carreira do docente, à luz do decreto presidencial nº 160/18, de 3 de Julho.

Falta de infra-estruturas
Avelino Satende  disse  ainda ao  governador Luís Nunes que a falta de seminários de capacitação para os quadros é motivo de preocupações do sector na província.
“A Educação  na província da Huíla se depara com dificuldades para identificar crianças que devem ser enquadradas no sistema de ensino especial , por falta de equipamentos e técnicos especializados”, frisou no relatório que apresentou ao governador. Por seu lado, o governador provincial, Luís  Nunes, pediu aos membros da Direcção da Educação  para  ajudarem  o Executivo a resolver os problemas que enfermam o sector. “Peço a todos os agentes da Educação para ajudarem o Governo a solucionar os problemas que emperram o crescimento do sector”, apelou.

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