Reportagem

Energia faz forte investimento na região do Planalto Central

Sampaio Júnior |

A superação dos factores críticos no sector da electricidade está a ser encarada como o principal desafio. O Executivo concentrou com máxima prioridade todos as melhores estratégias para superar e desenvolver o sistema energético.

Apresentados no Huambo dois projectos do sector eléctrico a construção da linha de transporte de energia entre Laúca e o Huambo e a extensão da rede de distribuição eléctrica à região
Fotografia: Nilo Mateus |

A modernização e o progresso são factores imperiosos para se fazer frente às necessidades actuais e futuras impostas pelo desenvolvimento do país.
O ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, apresentou, na cidade do Huambo, dois projectos do sector eléctrico, nomeadamente a construção da linha de transporte de energia entre Laúca e o Huambo e a extensão da rede de distribuição eléctrica à região do planalto central.
Trata-se de uma linha de alta tensão que vai interligar Laúca (Malanje) com o Waku Cungo (Cuanza Sul),  termina no planalto central e vai percorrer 400 quilómetros.
O projecto vai permitir a interligação da região Norte com o centro do país e a linha vai fazer parte do sistema eléctrico nacional.
No futuro, projecta-se a continuação da mesma linha para o Lubango e vai haver interligação entre Laúca, Huambo e Lubango.A realização destas acções impõe ao sector eléctrico imensos desafios e apresenta-se como potencialmente complexa com necessidade de concentração de esforço técnico e de material disponível, bem como  de recursos financeiros.
 Na província de Benguela, foram disponibilizados 90 milhões de dólares norte-americanos, para a execução da empreitada de electrificação e de ligações domiciliares da região litoral de Benguela, aprovada pelo Despacho Presidencial nº 93/16. Dezoito meses é o prazo previsto para a conclusão das obras, a cargo da empresa chinesa CTCE, cuja dona é a Empresa Nacional de Distribuição de Electricidade.Inserida no programa de investimentos públicos, algumas infra-estruturas já instaladas e outras por construir vão garantir a oferta de qualidade e expansão dos serviços de distribuição de energia eléctrica com a construção de novas subestações, postos de transformação e redes domiciliares nos municípios do Lobito, Benguela, Catumbela e Baía Farta.
O secretário de Estado da Energia, Joaquim Ventura, que colocou a primeira pedra como símbolo do arranque do projecto, no acto realizado num terreno devoluto,  nas imediações do bairro 11 de Novembro, município da Baía Farta, anunciou que  começou uma nova era com o programa de electrificação nas cidades do Lobito, Catumbela e Baía Farta para melhorar a qualidade de vida de cerca de 45 mil famílias.  Num processo de extensão para electrificação de alguns bairros tidos como áreas cinzentas. Esse espectro vai desaparecer  com o reforço de capacidade de distribuição, instalando novas infra-estruturas no sector de distribuição, referiu.
 O caminho para o desenvolvimento efectivamente sustentável é longo, difícil e oneroso, mas é a única solução para a redução do quadro de restrições de energia eléctrica para Benguela, que começa a ser mais diminuto. Tudo isto implicou espírito de missão do Executivo que passa pelo programa de combate à pobreza, como afirmou o governador Isaac dos Anjos.    
“Com a conclusão do projecto de electrificação, cerca de 45 mil famílias em Benguela vão ser beneficiadas pela primeira vez com o fornecimento de energia eléctrica da rede pública”, disse Isaac dos Anjos.    

Inauguração das centralidades


Os populares aguardam com muita esperança a inauguração das centralidades que se está a tornar cada vez mais realidade, porque um dos maiores entraves era a energia eléctrica. Os terrenos loteados vão ter maior adesão da população  e os inúmeros projectos fabris lançados em Benguela vão ganhar viabilidade  O empresário Ramos da Costa, no município da Baía Farta, frisou que, com mais este conjunto de serviços no sector de distribuição da Empresa Nacional de Distribuição de Electricidade, o Executivo demonstra que está a trabalhar para a melhoria das condições de vida da população e lembrou que tudo está a correr bem nos bairros 11 de Novembro e Liro, na Baía Farta, que nunca tiveram energia.
A distribuição de energia eléctrica vai promover a qualidade de serviço e garantir a sustentabilidade económica e financeira dos cidadãos no município piscatório da Baía Farta.
A energia eléctrica é um dos factores de bem-estar social e engloba coisas que incidem de forma positiva na qualidade de vida,  um emprego digno, recursos económicos para satisfazer as necessidades,  acesso à educação e à saúde e tempo para lazer, como afirmou, Ramos da  Costa. “Com este conjunto de factores, todos nós vamos gozar de uma boa qualidade de vida. Agora, temos que fazer um serviço de sensibilização para que não se destrua os bens públicos, como as cabines”, disse o empresário e morador no bairro 11 de Novembro no município da Baía Farta.
A inovação é um dos eixos prioritários do sector da electricidade. Tem grande destaque também no Programa do Executivo de Combate à Pobreza, com fortes referências para a necessidade do estímulo ao empreendedorismo e à criação de postos de trabalho.
Com a implantação de novas infra-estruturas, junto ao sistema de transporte e distribuição de corrente eléctrica, a província vai conhecer maior afirmação no domínio dos sectores industrial, pesqueiro, agro-pecuário, comércio e hotelaria, promovendo assim um franco progresso integrado deste território.Os investimentos das cidades dependem muito da existência de energia eléctrica, para fazer despontar actividades artístico-culturais, desportiva, recreativa e de lazer. As expectativas sociais nas sociedades contemporâneas são variadas e os produtos culturais e desportivos são parte integrante, como factores de rendimento económico.
A energia eléctrica é muito importante nos dias de hoje, pois é ela que proporciona o conforto, bem-estar, segurança e lazer para a sociedade.Um corte de apenas uma hora cria uma série de constrangimentos no funcionamento de dependências como bancos, hospitais, indústrias, escolas, semáforos e todo o sistema de comunicação, portanto, é impossível imaginar a vida moderna sem energia eléctrica.
 
Pré-pagos  

O pré-pago é o modelo comercial introduzido na província de Benguela, assim como noutras províncias, e foi muito bem acolhido depois de superados os problemas iniciais. Este instrumento garante maior viabilidade no sistema de cobrança. Já foram instalados milhares de contadores monofásicos pré-pagos de energia eléctrica nas cidades de Benguela e do Lobito, pela firma chinesa ZTE, com a participação da Empresa Nacional de Distribuição de Electricidade (ENDE).
O projecto visa substituir os contadores pós-pagos pelos pré-pagos, pelas inúmeras vantagens que os novos instrumentos trazem aos clientes que, por um lado, deixam de acumular dívida por falta de pagamento de energia e pagam apenas o que consomem e, por outro, a rede regista melhorias, deixa de haver excesso de lâmpadas acesas e outros aparelhos nas residências.
Cabe aos cidadãos preservar as instalações públicas colocadas para o benefício da comunidade, denunciando as puxadas. Desta forma, os equipamentos eléctricos duram mais tempo e o governo provincial poupa mais dinheiro para poder atender outras necessidades.

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