Reportagem

Mais saúde e educação

Adão Diogo

Na incursão pelo interior do município de Muconda, a governante percoreu durante dois dias, cerca 300 quilómetros, em estradas de terra batida, com toda a sorte de obstáculos, dos mais de 450 cobertos, a fim de apresentar 28 novas salas de aula distribuídas em cinco escolas, igual número de centros e postos médicos, mais de 15 casas concluídas, para alojamento de sobas, professores e enfermeiros baseados em nove comunidades.

Sector da Saúde na Lunda Sul conta com meios sofisticados
Fotografia: Rogério Tuti | Edições Novembro

Cantos, danças e outras manifestações da população tiveram a devida retribuição por parte da governadora, antecedendo as entregas de obras feitas, para honrar compromissos assumidos em visitas anteriores quadro dos esforços de combate a fome e pobreza.

Dala Chiluage

Paragens  breves para retribuir a simpatia de populares, baseados em bairros ao longo dos mais de 70 quilómetros, a partir do Muriege, forma momentos assinaláveis de inaugurações que começaram em Dala Chiluage.
Perfilados no pátio de uma nova escola de seis salas, limpa e arrumada os alunos aguardam o momento da inauguração, ao lado dos adultos em número mais reduzido, no bairro situado há cerca de 30 quilómetros da fronteira com a República Democrática do Congo.  O interesse despertado pela instalação de novos equipamentos sociais justifica o cenário participativo da população, ausente das lavras para acolher a comitiva governamental.
Aliviado da pressão exercida pelas comunidades que tutela soba Joaquim Mocolo considerou as inaugurações uma oferta inesquecível na era de uma Angola em paz.
Cândida Narciso agradeceu aos pais por incentivarem no meio de dificuldades os filhos aos estudos, e os adultos a aprenderem a ler e escrever a fim de vencerem "o obscurantismo". Lembrou que com a inauguração dos serviços  o Governo cumpriu a sua parte, transferindo aos habitantes, a responsabilidade de cuidar dos bens públicos instalados e tomar iniciativas no domínio do embelezamento.
A alteração da imagem da antiga escola degradada, de apenas uma sala de aula, sobrelotada e sem equipamentos, permanece como simples recordação para os que têm memória de elefante.

Vila do Tambwe

 
A escala em Dala Chiluage cumpriu a primeira etapa de uma longa e exaustiva peregrinação num percurso com mais de 150 quilómetros da via Mwazaza/ Sailunga/ Chiluage, em direcção ao surpreendente bairro Tambwe há mais de 90 quilómetros, ostenta ainda os traços de urbanização, nas mais de cem casas edificadas pelos colonialistas, numa vã tentativa de desencorajar os heróis da liberdade.
Na verdade as 120 casas de construcão definitiva, na sua maioria degradadas, podem surpreender quem escala o bairro erguido a quinze quilómetros da fronteira com o propósito de fragilizar a guerrilha, através de uma falsa imagem de dignidade vivida pelos angolanos, numa zona distante dos centros urbanos. A reconstrução ganha corpo com a instalação de uma escola, posto de saúde, sistema de abastecimento de água, e reabilitação efectiva de pelo menos dez, das casas atrás referidas. A sua distribuição dignificou o soba, os técnicos de saúde e da educação ali baseados.
A senhora Kaxala Mumba, que sobrevive do cultivo da terra para sustentar, com o apoio do marido, os seis filhos. Dois dos filhos sonham, respectivamente, com a carteira de médico e motorista. Garantiu que domina e respeita as normas sociais e considera a escola um incentivo para a formação.

Cabo Catanda

O eco das vozes que cantam rompe o silêncio da noite na aldeia. A iluminação garantida por um gerador de energia eléctrica produz clareiras na espessa cortina da escuridão, invadida por música e dança que assinalam a satisfação dos habitantes no recinto de uma escola de seis salas de aula, que aguardava pela chegada da governadora provincial a fim de ser inaugurada.
Este serviço importante, aumenta a lista, que incluem o abastecimento de água centro médico, e conclusão de casas para os técnicos e o soba da localidade.
O posicionamento dos bairros ao longo da fronteira, a escassos quilómetros incentiva o velho problema da migração ilegal de estrangeiros " para trazer confusão no país", disse o soba, que "sensibilizou a população para redobrar a vigilância". Elogiou o papel das autoridades tradicionais e religiosas em prol do restabelecimento da ordem, apoio mural e espiritual das comunidades.
Na sua passagem pelo bairro situado no corredor fronteiriço leste, encorajou as populações, distribuiu também embalagens de roupa usada.

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