Reportagem

O dia-a-dia dos jovens no CANFEU

João Pedro |

O primeiro dia das actividades dos participantes do 15º Campo de Férias dos Estudantes Universitários contou com a presença do vice-presidente do MPLA, que fez o discurso de abertura e mostrou que o partido conta com a juventude para o desenvolvimento do país.

O primeiro dia das actividades dos participantes ao 15º CANFEU contou com a presença do vice-presidente do MPLA João Lourenço
Fotografia: Contreiras Pipas|Dundo-Edições Novembro

Os jovens foram incentivados a continuar com a formação académica e profissional para terem uma participação activa.
A convivência foi e continua a ser salutar. A reportagem do Jornal de Angola acompanhou os jovens a interagir. Durante as refeições, os mesmos aproveitavam a ocasião para se conhecerem, trocarem impressões e saberem mais sobre os vários assuntos de cada província nas áreas do desporto, política, cultura e problemas sociais.
Todas organizadas, as refeições são servidas pelos próprios estudantes. A cada dia, uma das brigadas constituídas faz o serviço.Brigadas das faculdades de Economia, Direito, Engenharia, Ciências e Educação, Ciências Agrárias e Ambiente e de Letras e Relações ajudam na organização quando o local recebe visitas.
A título de exemplo, para a visita na fazenda da Cacanda, os estudantes de Agronomia e Educação tiveram oportunidade de ver vários projectos, sob a responsabilidade do Executivo.
Os estudantes, organizados em brigadas, têm a responsabilidade de trabalhar para o bom andamento dos serviços no local, desde limpeza, tratamento da loiça e “arranjar”  o local, já que o mesmo pode ser visitado a qualquer momento. Isto porque, no período da noite, a tenda é usada para momentos culturais.
Na  noite cultural  denominada  “Vamos conhecer Angola”, os estudantes acampados  foram sorteados  pela organização para contarem a realidade cultural e histórica das suas regiões e  exibirem peças culturais, danças típicas, matrimónio  e gastronomia.
Com muito entusiasmo, os jovens apresentaram peças teatrais que mostram os costumes culturais e a vivência da sua região, tendo em vista que o nosso país é rico neste aspecto. E, como constatou a reportagem do Jornal de Angola, todos saem a ganhar.
Os representantes da Huíla apresentaram o tema hucuejo, o ritual de circuncisão dos povos nhaneka, um ritual que acontece num acampamento em que é proibida a presença de pessoas estranhas, principalmente de mulheres.
O curativo ocorre num ambiente de grande seriedade e, depois de dois meses, soam batuques onde 12 cabritos são abatidos. O ritual de circuncisão torna o jovem nhaneca, da região dos Gambos, apto  para o matrimónio.  Durante a noite, foram apresentadas propostas temáticas, culturais e recreativas das 18 províncias, como forma de interacção. Os músicos Kyaku Kyadaff, o Trio, Sandra Fulingueno e Mestre Dangwi participaram no convívio.
Quanto à província da Lunda Norte, conhecida pela riqueza de diamantes, os estudantes falam sempre dessa pedra preciosa. Um grupo visitou a Sociedade Mineira do Chitotolo e gostou do que viu.

Município de Nzage

No percurso de Dundo até ao município Nzage, como constatou a reportagem do Jornal de Angola, divisámos muitas casas de compra e venda de diamantes.
 Algumas com letreiros estampados na parte frontal com os seguintes dizeres: “Boss Pery, Boss Mohamed”. Não se conseguiu apurar se as mesmas estão ou não legais, o certo é que este tipo de negócio já foi deliberado.No trajecto até a mina do Chitotolo, a população dedica-se no garimpo ao longo da estrada, o que chamou atenção aos estudantes que fizeram várias fotos.
No Chitotolo, os estudantes receberam explicações de especialistas de como são feitas as escavações até chegar aos cascalhos e como são depois transportados e levados à livraria, onde é feita a separação das pedras e os diamantes são transportados para outra secção.
O que chamou a atenção foi o nível de segurança no local. Um dos estudantes, durante a visita, questionou ao responsável da Endiama sobre as responsabilidades sociais feitas na zona. 
A construção de escolas, centros médicos, doação de medicamentos, bem como a abertura de vias de acesso para a população à  volta do projecto são alguns dos objectos sociais feitos em beneficio do povo que vive dentro dos limites de concessão da Sociedade Mineira do Chitotolo.

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