Sociedade

300 mil dadores são necessários no país

Kilssia Ferreira

Angola precisa de pelo menos 300 mil dadores regulares de sangue e, anualmente, de 257 mil bolsas de sangue, revelou, ontem, em Luanda, a directora-geral do Instituto Nacional de Sangue.

Um apelo foi feito ontem para o surgimento de novos dadores
Fotografia: Santos Pedro | Edição Novembro

Antónia Constantino tornou pública a informação num encontro com igrejas, empresas públicas e privadas e dadores voluntários.  
Na reunião, Antónia Constantino disse que, diariamente, a província de Luanda consome em média 200 bolsas de sangue e revelou que 700 é o número de bolsas de sangue de que diariamente o pais precisa.
Em todo o país, o Instituto Nacional de Sangue conta com o apoio de 90 parceiros e de 11.983 dadores voluntários, um número insuficiente para as necessidades das unidades sanitárias.
“A nossa maior preocupação é ter sangue de qualidade e em quantidade suficiente”, informou Antónia Constantino.
“Se, no mínimo, cada cidadão doar duas vezes ao ano, Angola não tem falta de sangue”, declarou Antónia Constantino.
Uma das metas do Instituto Nacional de Sangue é a criação de núcleos provinciais para serem os responsáveis pela recolha de sangue em cada província, informou a directora Antónia Constantino, que disse que as pessoas hoje estão mais sensibilizadas para doar sangue, fruto de muito trabalho. 
O encontro foi realizado com o objectivo de sensibilizar grupos de jovens a fim de actuarem como agentes incentivadores à doação voluntária de sangue.
Luís Aparício, especialista em hematologista e assessor do Gabinete da ministra da Saúde, falou no encontro sobre a importância do envolvimento da juventude na doação de sangue.
No seu entender, os jovens são essenciais ao processo de doação de sangue por estarem numa fase da vida que não têm problemas de saúde. Luís Aparício comentou que ser dador voluntario é mostrar amor ao próximo, além de ser um acto solidário que permite melhorar a qualidade de saúde de outras pessoas.
A doação de sangue é o processo pelo qual um dador voluntário ou familiar tem o seu sangue colectado para armazenamento num banco de sangue ou hemocentro para uso subsequente numa transfusão de sangue.
Em Angola, o número de dadores familiares acaba por ser maior em relação ao de dadores voluntários, estando aí a preocupação das autoridades sanitárias, que desejam que a situação seja alterada para que, havendo o número desejável de dadores voluntários regulares, sejam salvas mais vidas humanas que diariamente precisam de transfusão de sangue nos hospitais públicos espalhados pelo país.















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