Sociedade

50 por cento de angolanos tem menos de 18 anos

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, UNICEF, felicita todas as crianças e famílias pela passagem de mais um Dia Internacional da Criança, apesar do ambiente de alguma incerteza e ansiedade que se vive devido à pandemia da Covid-19

Fotografia: DR

Segundo o documento de felicitação, chegado à redacção do Jornal de Angola, as crianças são a maioria da população angolana, pois, mais de cinquenta por cento tem menos de 18 anos de idade. Este dado, lê-se, nunca pode passar despercebido, refere-se a um grupo com necessidades específicas em todas as fases do seu desenvolvimento.

A nota indica ainda que o estudo sobre a pobreza infantil apresentado pelo Instituto Nacional de Estatística, em 2018, mostra que três em cada quatro crianças com menos de 18 anos não têm acesso a pelo menos três dos serviços essênciais para a sua sobrevivência e desenvolvimento nomeadamente, a nutrição, a saúde, protecção infantil, prevenção da malária, educação, exposição aos meios de comunicação social, habitação, água e saneamento.

Com a crise provocada pela pandemia da Covid-19 os desafios enfrentados pelas crianças e famílias mais pobres estão a ser agravados. Por esta razão, o UNICEF apela para que - à todos os níveis - continuem a ser realizadas acções que ajudem a evitar que a crise provocada pela pandemia se torne também numa crise para os direitos da criança.

A instituição compromete-se a continuar a apoiar as famílias por meio de programas de Protecção Social, crianças da violência, exploração e abusos violentos. Desde que Angola ratificou a Convenção sobre os Direitos da Criança em Dezembro de 1990, apesar dos inúmeros desafios económicos, políticos e sociais, tem dado vários passos para assegurar o desenvolvimento integral da criança, lê-se no documento.

"Por meio de uma agenda nacional orientada pelos 11 Compromissos com a Criança, os líderes políticos, parceiros internacionais, parceiros privados e sociais, partilham responsabilidades a fim de tornar a criança uma “prioridade absoluta", acrescenta a nota.

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