Sociedade

764 acidentes de trabalho durante o primeiro semestre

Edivaldo Cristóvão

As empresas públicas e privadas estão a ser sensibilizadas pela Inspecção Geral do Trabalho (IGT), no sentido de garantirem melhores condições de segurança aos trabalhadores, visando atingir a “meta zero” em termo de acidentes laborais.

Operários da construção civil têm sido as principais vítimas de acidentes de trabalho
Fotografia: Jaimagens/fotógrafo

Ao longo do primeiro semestre de 2019, a IGT registou 764 acidentes de trabalho, dos quais 664 leves, 87 grave e 13 fatais, comparativamente ao mesmo período anterior, que saldou-se em 766 casos, dois casos a mais.

Os dados foram avançados pela inspectora-geral, Nzinga do Céu, durante o primeiro encontro sobre saúde e bem-estar no trabalho, realizado ontem, em Luanda, pelo Centro de Segurança e Saúde no Trabalho (CSST), que contou com a participação de 40 empresas.

Nzinga do Céu disse que as questões relacionadas com a segurança, saúde e higiene no trabalho devem ser encaradas com muita importância e responsabilidade, razão pela qual a instituição vai continuar a identificar os sectores que mais incumprem com as exigências.

Com o objectivo de alcançar a “meta zero acidentes de trabalho”, a inspectora-geral referiu que só será possível atingir tal desiderato, quando a IGT, em parceria com as empresas, efectuar a máxima divulgação dos programas que previnem questões ligadas à segurança e higiene nos locais de trabalho.

“Todos os dias surgem empresas no país e muitas delas não estão ainda sensibilizadas para estas questões, mas o nosso trabalho tem sido divulgado, através de seminários, palestras e formações. Acreditamos que com o ingresso de novos inspectores, vamos alcançar este objectivo”, afirmou.

Nzinga do Céu disse que os números de casos de acidentes de trabalho podem ser muito mais elevados, porque muitas empresas não têm reportado às incidências à IGT.
Transportes, prestação de serviços e construção civil, são os sectores que acidentes de trabalho registaram durante o primeiro semestre deste ano.

Saúde no Trabalho

A directora do Centro de Segurança e Saúde no Trabalho (CSST), Isabel Cardoso, considera que a saúde e bem-estar estão englobados na segurança do trabalhador a nível da sua actividade laboral.
“É preciso que o trabalhador esteja bem. O empregador deve criar estratégias que o confortem no local de trabalho, para que a sua produção seja mais e melhor, porque se ele não estiver bem, não produz o suficiente”, considerou.
A formadora para áreas comportamentais pediu às empresas para estarem mais preocupadas com a saúde dos colaboradores, por estar directamente ligada à produtividade.
“É importante que os trabalhadores reservam de duas em duas horas, alguns minutos para apanhar sol. Este exercício faz com que o organismo fique reabastecido, dando maior oxigénio ao cérebro e movimenta os músculos”, aconselhou Alexandra Sousa, especialista em Recursos Humanos.

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