Sociedade

Acidentes de trabalho já mataram 13 pessoas

Edivaldo Cristóvão

Pelo menos 13 pessoas morreram em acidentes de trabalhos, durante o primeiro semestre deste ano no país, numa altura em que foram registados 764 acidentes, revelou ontem, em Luanda, fonte da Inspecção Geral do Trabalho (IGT).

Operários da construção civil têm sido as principais vítimas de acidentes de trabalho
Fotografia: Daniel Benjamim | Edições Novembro

Do número de casos registados, constam 664 acidentes leves e 87 graves, disse a inspectora geral, Nzina do Céu, referindo que houve uma diminuição de dois casos, comparativamente a igual período do ano passado em que foram contabilizados um total de 766 acidentes.
Com base nisso, as empresas públicas e privadas estão a ser sensibilizadas pela Inspecção Geral do Trabalho (IGT), no sentido de garantirem melhores condições de segurança aos trabalhadores, visando atingir a “me-ta zero” em termo de aci-
dentes laborais.
Os dados foram avançados, durante o primeiro en-contro sobre saúde e bem-estar no trabalho, realizado ontem, em Luanda, pelo Centro de Segurança e Saúde no Trabalho (CSST), que contou com a participação de 40 empresas.
Nzinga do Céu disse na ocasião, que as questões relacionadas com a segurança, saúde e higiene nos locais de trabalho, devem ser encaradas com muita importância e responsabilidade, razão pela qual a instituição vai continuar a identificar os sectores que mais incumprem com as exigências preconizadas.
Com o objectivo de alcançar a “meta zero em acidentes de trabalho”, a inspectora-geral referiu que só será possível atingir tal desiderato, quando a IGT, em parceria com as empresas, efectuar a má-xima divulgação dos programas que previnem questões ligadas à segurança e higiene nos locais de trabalho.
“Todos os dias surgem empresas no país e muitas delas não estão ainda sensibilizadas para estas questões, mas o nosso trabalho tem sido divulgado, através de seminários, palestras e formações. Acreditamos que com o ingresso de novos inspectores, vamos alcançar este objectivo”, afirmou.
Nzinga do Céu disse que os números de acidentes de trabalho podem ser muito mais elevados, porque muitas empresas não têm reportado a incidência à IGT.
Transportes, prestação de serviços e construção civil, são os sectores que mais acidentes de trabalho registaram durante o primeiro semestre deste ano a nível do país.

Saúde no Trabalho
A directora do Centro de Segurança e Saúde no Trabalho (CSST), Isabel Cardoso, considera que a saúde e bem-estar estão englobados na segurança do trabalhador a nível da sua actividade laboral.
“É preciso que o trabalhador esteja bem. O empregador deve criar estratégias que o confortem no local de trabalho, para que a sua produção seja mais e melhor, porque se ele não estiver bem, não produz o suficiente”, considerou.
A formadora para áreas comportamentais pediu às empresas para estarem mais preocupadas com a saúde dos colaboradores, por estar directamente ligada à produtividade.
“É importante que os trabalhadores reservam de duas em duas horas alguns minu-tos para apanhar sol. Este exercício faz com que o organis-
mo fique reabastecido, dan-do maior oxigénio ao cére-bro e movimenta os múscu-
los”, aconselhou Alexandra Sousa, especialista em Re-cursos Humanos.

Tempo

Multimédia