Sociedade

Acordos assinados na Media

Garrido Fragoso

Dois protocolos de co-operação foram assinados ontem pela TPA, em Luanda, com a  RTP e Agência de No-tícias Lusa, na sede da televisão pública.    Os dois acordos visam, sobretudo, a troca de conteúdos, assistência técnica, formação e superação de quadros e ainda visitas e trocas de experiência entre os subscritores.

Cerimónias de assinatura dos acordos decorreram nas instalações da RNA e da TPA
Fotografia: Contreiras Pipa | Edições Novembro

Pela Televisão Pública de Angola, os protocolos foram rubricados pelo presidente do Conselho de Administração, José Guerreiro, enquanto que pela RTP e Lusa assinaram os respectivos presidentes dos Conselhos de Administração, Gonçalo Reis e Ni-colau Santos.
Um outro protocolo com o mesmo conteúdo também foi assinado entre os presidentes dos Conselhos de Ad-ministração da Rádio Nacional de Angola e da Lusa.
O ministro da Comunicação Social, João Melo, declarou que a formação de quadros no sector corresponde a uma “preocupação de primeira hora” do departamento ministerial que dirige há um ano.
“Temos sérios problemas de quadros a todos os níveis, mas também temos ideias de como podemos superá-los actualizando conhecimentos, aumentando o nível de formação e promovendo acções de refrescamento dos quadros”, afirmou. O governante saudou o facto do acto de assinatura dos acordos ocorrer numa altura em que nas relações entre os dois países "estão desaparecidos todos os irritantes que momentaneamente as perturbavam".
João Melo mostrou-se optimista em que “estas relações poderão conhecer um novo desenvolvimento”.  Salientou a pertinência dos dois protocolos, acrescentando que “só nos podemos conhecer bem através da troca de informações e diálogo”.
João Melo desejou sucesso às empresas que ontem rubricaram os protocolos (TPA, RTP e Lusa) e disse esperar que a iniciativa seja alargada para outras empresas públicas e privadas de comunicação.     
Por seu lado, o presidente do Conselho de Administração da RTP considerou “relevante” para o futuro, o protocolo ontem assinado,  mas antes falou da relação de décadas entre as duas estações televisivas. Gonçalo Reis defendeu que a partilha e o intercâmbio de conteú-dos entre as duas estações televisivas deve ser nos dois sentidos.
No domínio da formação, Gonçalo Reis referiu que “vamos cruzar o nosso conhecimento com as necessidades da Televisão Pública de Angola. Não vamos fazer formação por fazer, mas fazê-la à medida das necessidades da televisão angolana”, referiu.
“Este protocolo tem tudo para dar certo”, disse o presidente do Conselho de Ad-ministração da RTP, acrescentando que no projecto estratégico daquela estação para o período 2018-2020 está especificado o reforço do papel internacional da RTP e a cooperação com os países africanos de língua portuguesa.
O presidente do Conselho de Administração da Lusa, Nicolau Santos, manifestou-se satisfeito por assinar ontem o primeiro acordo com a TPA e garantiu rubricar acordos similares com a RNA, ANGOP e a Edições Novembro.
José Guerreiro, PCA da TPA, disse que os protocolos trazem mais valia ao órgão de comunicação que dirige. Falou da actuação e papel dos meios de comunicação social nesta nova fase do país, salientando que "os dois protocolos são para funcionar e serem aplicados".
O responsável considerou “fundamental” a formação de quadros angolanos na Lusa e na RTP e afirmou sem receio que muitos dos mais importantes quadros da TPA receberam formação na RTP.
Já Marcos  Lopes,  PCA da Rádio Nacional, mostrou-se agradado com o protocolo, tendo destacado a vertente formativa. 

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