Sociedade

Administração descarta encargo pelas famílias

A Administração Municipal de Cacuaco, em Luanda, demarca-se da responsabilidade pelas famílias residentes no bairro Garcia, no distrito urbano de Cacuaco, na eventualidade do desabamento dos escombros da antiga cerâmica e das duas chaminés.

Moradores da Cerâmica rejeitam sair do bairro
Fotografia: Edições Novembro

Em comunicado de imprensa a que a Angop teve ontem, a administração de Cacuaco refere que a volta dos escombros da antiga cerâmica, localizada à margem esquerda da Estrada Nacional 100, no sentido Cacuaco/Kifangondo, foram cadastradas mais de 60 residências.
Segundo o comunicado, a Administração Municipal de Cacuaco, em 2017, ao tomar conhecimento do perigo de desabamento dos escombros da antiga cerâmica e das duas chaminés, com altura de cerca de 40 metros, negociou com os moradores residentes na área de risco sobre a necessidade de serem retirados e realojados em zona segura, na comuna da Funda.
A nota acrescenta ainda que, em 2018, a Administração renegociou com os moradores, tendo efectuado o levantamento de 63 famílias que deviam ser realojadas no Bairro Fortim, comuna da Funda, mas estas recusaram a oferta, alegando distância, falta de unidades sanitárias e escolas.
"Este ano, 2019, tendo-se registado o desabamento de parte dos escombros, a administração convidou a comissão de moradores e demais munícipes para tratar do realojamento e mais uma vez estes negaram, exigindo como garantia casas no local de realojamento", refere a nota da Administração.
Não tendo chegado a consenso com a comissão de moradores, a Administração Municipal de Cacuaco demarca-se de toda responsabilidade caso se registe um eventual incidente, pelo facto dos habitantes insistirem em não sair do local, mesmo depois de ofertas e garantias de realojamento feitas pelo Governo Provincial de Luanda,

Tempo

Multimédia