Sociedade

Alfabetização corre o risco de paralisar

Manuela Gomes

O programa de Alfabetização e Aceleração Escolar levado a cabo em todo país está em risco de paralisar, devido ao atraso de dois  anos no  pagamento de subsídios aos alfabetizadores, admitiu ontem, em Luanda, o secretário de Estado para o Ensino Pré-Escolar.

Joaquim Cabral, que falava num encontro entre os ministérios da Educação, da Cultura e líderes religiosos, esclareceu que o programa depara-se, ainda, com a falta de material didáctico e de apoio bem como a escassez de verbas para aquisição de manuais dos Módulos I, II e III . “Essa situação coloca o Programa de Alfabetização e Aceleração Escolar em risco”.
O governante esclareceu que  a falta de verbas para a realização dos seminários nacionais de formação de formadores para o método “Sim eu posso” e dos Módulos 1, 2 e 3, e o reduzido número de professores para atenderem as turmas dos módulos 2 e 3, são outras dificuldades que o Programa enfrenta. Apesar disso, o secretário de Estado para o Ensino Pré-Escolar, Joaquim Cabral, realçou o empenho do Executivo no processo de Alfabetização, como um imperativo para o desenvolvimento sócio económico do país, numa perspectiva de combate à fome e à pobreza.
Joaquim Cabral lembrou que desde 1976, altura  em que foi lançada uma ampla campanha contra o analfabetismo, as igrejas e a sociedade civil têm prestado uma contribuição de realce.
 Em 2014, prosseguiu, o Censo Geral da População revelou que a taxa de analfabetismo baixou de 85 por cento em 1975  para 34 por cento em 2014.
Tal resultado, segundo o responsável, só foi possível graças aos vários condicionalismos sociais, políticos e económicos que o país viveu, e a participação de vários actores, dos quais se destacam as igrejas.

     

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