Sociedade

Ambientalistas da CPLP reunidos em congresso

Edivaldo Cristóvão

Angola participa de hoje até quinta-feira no IV Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países da Comunidade de Língua Portuguesa (CPLP), que decorre na Região Autónoma do Príncipe, em São Tomé e Príncipe.

Pitoresca Ilha do Príncipe acolhe personalidades e organizações voltadas à acção ambiental
Fotografia: Samir Tounsi | AFP

O programa do evento dá continuidade à metodologia dos congressos anteriores, com vista a contribuir para a formulação de políticas públicas que ajudem ao fortalecimento da educação ambiental nos países da CPLP e na Galiza.
Angola participa pela quarta vez no Congresso Internacional de Educação Ambiental das Comunidades e dos Países de Língua Portuguesa, que este ano conta com a presença do Presidente de São Tomé e Príncipe, Evaristo Carvalho, e de representantes da Organização das Nações Unidas.
A delegação angolana é composta por 15 elementos representantes de movimentos ambientalistas, chefiada pelo coordenador provincial de Luanda da Rede Ambiental Maiombe, César Mário Cassule.
César Mário Cassule disse que Angola pretende colher  experiências dos outros membros da comunidade, tendo em conta que o processo de educação ambiental no país é um dos grandes desafios do Executivo nos últimos anos. A Rede Maiombe tem realizado nas comunidades os programas “Amemos Angola com boas práticas de cidadania”, “Mercados limpos e saúde segura”, além de projecto de arborização, para promover a preservação do meio ambiente.
O congresso do Príncipe tem como objectivos  fortalecer processos conjuntos de investigação; formação e informação no campo da educação ambiental, promover a comunicação científica sobre a educação ambiental por meio da comunicação educativa com o uso dos materiais pedagógicos e   sistemas digitais como blogues, sites, redes escolares e listas de discussão.
Os membros do congresso pretendem construir um processo de aprendizagem permanente que favoreça a identidade lusófona na estrutura filosófica de Educação Ambiental. A estrutura do encontro foi idealizada com base nas sugestões e contributos resultantes de um processo participativo.
Ontem, durante o pré-congresso, os participantes fizeram reuniões sectoriais com a realização de mini cursos e visitaram os trilhos da Reserva da Biosfera e outros pontos turísticos da Região Autónoma do Príncipe.
Os trilhos recomendados da Reserva da Biosfera do Príncipe são uma rede de percursos pedestres ao longo de toda a Ilha, que permitem conhecer e explorar um dos maiores santuários de biodiversidade do mundo. Existem sete trilhos disponíveis, que foram explorados nas actividades de pré-congresso.
A Rede Lusófona de Educação Ambiental foi fundada em 2005, em Portugal, tendo como princípio a construção de identidades ancoradas nos territórios falantes de língua portuguesa. O primeiro congresso foi realizado em 2007, em Santiago de Compostela, com  250 participantes.
Em 2013 aconteceu o segundo encontro em Cuiabá, Mato Grosso, no Brasil. Após um período de seis anos, o cenário alterou-se e foi preciso recuperar o estado das artes dos oito países, além de algumas regiões e comunidades que mantêm a identidade na lusofonia, como é o caso da Galiza.   O terceiro congresso foi realizado em 2015, em Torreira Murtosa Portugal.

Ilha do Príncipe

A ilha do Príncipe detém um estatuto autónomo e de Reserva Mundial da Biosfera da UNESCO. Faz parte de um grupo de ilhas vulcânicas com cerca de 30 milhões de anos. É uma ilha intocada, com uma vegetação densa, onde o verde é mais verde. Proporciona um sossego pleno distribuído por uma área de 142 quilómetros quadrados. Pouco habitada, tem cerca de 8.000 habitantes e praias atractivas.
Situada no Golfo da Guiné, junto da linha do Equador, 160 quilómetros a norte da Ilha de São Tomé e a 220 quilómetros da costa africana, o seu ponto mais alto é o Pico do Príncipe, com 948 metros acima do nível do mar. Possui um clima tropical húmido e uma temperatura média anual entre 23 e 27 graus.

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