Sociedade

Angola com mais três mortes por Covid-19 e 37 novas infecções nas últimas 24 horas

Alberto Pegado e Xavier António

O novo coronavírus fez ontem mais três vítimas mortais, elevando a cifra para 86 óbitos, desde o início da pandemia, em Março último. Os dados foram avançados, em Luanda, pelo secretário de Estado para a Saúde Pública.

Secretário de Estado para a Saúde Pública, Franco Mufinda.
Fotografia: Vigas da Purificação| Edições Novembro

Ao intervir na sessão diária de actualização de dados da Covid-19, no Centro de Imprensa Aníbal de Melo, Franco Mufinda esclareceu que dos três óbitos, dois são homens e uma mulher com idades entre 62 e 74 anos. Informou que foram ainda registadas 37 novas infecções, perfazendo 1.852 casos confirmados. O número de doentes recuperados mantêm-se em 584. 

Dos novos casos positivos, 27 foram detectados ma província de Luanda, seis no Zaire (transmissão local) e quatro em Cabinda, também, de transmissão local.  Na capital do país, as localidades mais afectadas foram Belas, Talatona, Maianga e Ingombotas. Os mesmos têm idades compreendidas entre 22 a 69 anos, dos quais 29 são homens e oito mulheres.

Segundo o secretário de Estado para a Saúde, dos 1.182 doentes internados, três estão em estado crítico com ventilação mecânica invasiva, 25 moderados e 1.093 assintomáticos. Lembrou que, ainda ontem, foram processadas 171 amostras por RT-PCR, das quais 37 positivas e 137 negativas.
O acumulado de amostras processadas por este método é de 49 mil, sendo 1.852 positivas e 47.148 negativas.

O Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) recebeu 77 chamadas, destes constam uma denúncia de caso suspeito, duas violação da cerca sanitária e 74 pedidos de informação da Covid-19.  Franco Mufinda disse que, nas últimas 24 horas, foram dadas 254 altas, 226 em Luanda, oito no Huambo, sete no Uíge e igual número no Zaire, quatro no Bié, um em Malange e mesmo número no Namibe.

O número de casos suspeitos investigados é 1.675 e estão sob vigilância 4.132 contactos. Em quarentena, estão 625 pessoas. De acordo com o secretário de Estado, o controlo da Covid-19 passa pela redução da exposição. “Quanto maior for o tempo e frequência, assim como as aglomerações, o desfecho pode ser pior”, disse, para acrescentar: “temos de ter atenção com as doenças cardiovasculares, drepanocitose, tuberculose, obesidade e outras".

Durante a sessão de actualização de dados, o governante lembrou que o processo de isolamento domiciliar de doentes de Covid-19, que não apresentam sintomas (assintomáticos), inicia hoje, e que o sucesso da mesma passa pela colaboração da comunidade.

Medidas de Saúde Pública

O secretário de Estado esclareceu que, no âmbito das medidas de Saúde Pública, que estão a ser tomadas com passageiros que regressam ao país, há obrigatoriedade de teste pré-embarque com a validade de 72 horas. A prova deve ser feita na base da Biologia Molecular RT-PCR. Informou que, no voo humanitário que chegou de Lisboa (Portugal), no dia 31 de Julho, após o cumprimento de tempo de quarentena, fez-se a testagem aos passageiros. Do grupo de viajantes, foi possível detectar alguns casos reactivos que se encontravam, também, em quarentena institucional.

O governante disse que, após o teste por RT-PCR, foi detectado um caso positivo, que se encontra em tratamento médico. Por isso, acrescentou, “há toda a necessidade da descentralização do processos de realização da quarentena domiciliar”.

Acções nas provinciais

A província do Cuanza-Norte enviou ao Instituto Nacional de Investigação em Saúde (INIS) 265 amostras, Lunda-Sul encaminhou cinco provas, além de ter realizado palestras de sensibilização sobre medidas de prevenção dirigidas aos automobilistas e peões. Ainda na Lunda-Sul, foi realizada uma acção de capacitação dos técnicos de desminagem dos municípios de Saurimo, Dala, Muconda e Cacolo.

Em Cabinda procedeu-se à colheita e o envio de 16 amostras. A província do Cunene promoveu uma acção de capacitação para agentes comunitários de Saúde sobre medidas de biossegurança da Covid-19, no município de Ombadja. Em Luanda realizou-se uma acção de capacitação de líderes juvenis comunitários sobre a pandemia, no Centro de Formação de Jornalistas (Cefojor). A província do Uíge procedeu ao envio de seis amostras ao Instituto Nacional de Investigação em Saúde.

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