Sociedade

Angola pode adoptar Acordo Ortográfico em 2024

Mazarino da Cunha |

Angola pode adoptar o Acordo Ortográfico em 2024, segundo a coordenadora técnica da Comissão Multissectorial para a Rectificação do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, Paula Henriques, em declarações, hoje, à TV Zimbo.

Comissão Multissectorial trabalha na elaboração do vocabulário nacional e na terminologia da administração pública
Fotografia: DR

Paula Henriques, que falava à margem da III reunião de balanço da Comissão Multissectorial informou que Angola trabalha na elaboração do vocabulário ortográfico nacional e na terminologia da administração pública para a ratificação do Acordo Ortográfico de 1990, bem como na criação de dicionários e gramáticas.
Segundo a responsável, existe também a possibilidade de se aprimorar os cursos de Língua Portuguesa e continuar a desenvolver também as demais línguas de Angola nos trabalhos que têm desenvolvido e considerá-las, por forma a buscar maior concertação das instituições na promoção da Língua portuguesa, seja no país ou no estrangeiro.
Acrescentou que o horizonte temporal para a realização destes projectos é de cinco anos e quanto a ratificação é algo a ser analisado e decidido por outras estruturas, porque salientou que a comissão técnica apenas vela pela parte técnica e científica.
“O que estamos a fazer é prepararmos e termos os instrumentos essenciais para a organização do Estado e depois tomar outras decisões”, salientou.
Em relação aos manuais escritos ao abrigo do novo acordo ortográfico e que circulam no país por meio de livreiros e editoras, Paula Henriques disse os manuais que o Ministério da Educação põe a disposição dos alunos é garantido o respeito ao Acordo de 1946 que Angola Ratificou.
Na abertura do encontro, a ministra da Educação, Maria Cândida Pereira Teixeira, disse que estudos estão a ser feitos para agregar valor técnico a outras línguas de Angola com a construção de uma base de dados para o curso de Hotelaria e Turismo que comporta as línguas português, kimbundu, umbundu e inglês.
Referiu ainda o estudo de segmentos fonológicos da língua portuguesa e da língua khun (do povo khoisan).
O encontro decorreu sob o lema “Por uma língua portuguesa plural, com vista ao primado da paz”.


 

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