Sociedade

Angola tem elevada taxa de fecundidade

Edna Mussalo

Angola é um dos países com taxas mais elevadas de gravidez na adolescência a nível da região sub-saariana.

A taxa de fecundidade na adolescência é das mais altas a nível da África sub-saariana
Fotografia: Carlos Paulino | Edições Novembro

A informação foi dada, ontem, em Luanda, pela representante do Fundo das Na-ções Unidas para a População (FNUAP), Florbela Fernandes, durante o 1º Seminário Metodológico sobre Saúde Sexual e Reprodutiva.

A funcionária das Nações Unidas referiu que Angola é um país onde a taxa de fecundidade na adolescência constitui "uma preocupação por se revelar alta", com uma cifra de 123 por cada mil meninas.
"Quando se trata de gravidez na adolescência deve ter-se em conta que é uma criança a gerar outra criança, e a preocupação é com a capacidade que esta mãe tem de cuidar do filho", disse.
Florbela Fernandes sublinhou que quanto mais adulta for a mãe e maior o nível de escolaridade, mais capacida-de tem de cuidar dos filhos. "Quando isso não acontece podemos estar diante de um ciclo de pobreza e não é isso que se pretende.
Queremos jovens angolanos saudáveis e comprometidos com o desenvolvimento sustentável", enfatizou.
A representante do Fundo das Nações Unidas para a População defendeu que a informação deve chegar aos jovens de forma apropria-da, para que possam decidir melhor sobre a vida sexual e reprodutiva.
O secretário de Estado para Saúde, José da Cunha, afirmou que o seminário pretende instruir formadores que, posteriormente, vão formar outros, nas comunidades. “É importante que os adolescentes e jovens utilizem os métodos que existem para a prevenção das doenças de transmissão sexual e o VIH/-Sida a nível das unidades sanitárias", alertou.
"Nas unidades hospitalares temos as consultas pré-natais, onde as grávidas têm acesso ao tratamento em anti-retrovirais, e as crianças ao nascer devem fazer também o tratamento e, desta maneira, poderemos ter crianças livres da doença", enfatizou.
O seminário, que decorre sob o lema "Educar os adolescentes e jovens para promover o desenvolvimento sustentável do país", termina amanhã. O encontro tem como objectivo actualizar os conhecimentos e referênciais conceptuais ligados ao campo da sexualidade e saúde reprodutiva.

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