Sociedade

Angola com 17 mil mortos nas estradas em nove anos

André da Costa

Angola registou em nove anos, de 2008 a 2017, um total de 140 mil acidentes de viação, com 17 mil mortos e 130 mil feridos, alguns dos quais estão com mobilidade reduzida para toda a vida, informou ontem, em Luanda, o director nacional de Viação e Trânsito.

Redução do número de acidentes não está a refrear a actividade da Polícia
Fotografia: Maria Augusta | Edições Novembro

O comissário Conceição Gomes, que falava à comunicação social no  final da reunião da Comissão Executiva Nacional do Conselho de Ordenamento do Trânsito, revelou que 2012 foi o ano com mais acidentes de viação, mortes e feridos. Foram registados, no total, 17 mil acidentes,  com quatro mil mortos e 16 mil feridos.
O número de acidentes de viação está a reduzir desde 2014, um facto, de acordo com o comissário, resultante das campanhas de prevenção da sinistralidade rodoviária e das operações “stop” com recurso à utilização do bafómetro.
A redução do número de acidentes não está a refrear a actividade da Polícia de Viação e Trânsito, declarou o comissário Conceição Gomes, lembrando que a preocupação se mantém porque a sinistralidade rodoviária é ainda a segunda causa de morte em Angola, depois da malária.
O Comando-Geral da Polícia Nacional desenvolve uma estratégia para, até 2020, baixar para 50 por cento os acidentes de viação, respeitando orientações da Organização das Nações Unidas.
A estratégia passa pelo incremento das campanhas de prevenção, sobretudo na província de Luanda, onde o índice de acidentes com vítimas mortais é maior.
Quando lhe foi perguntado sobre a uniformização dos sinais de trânsito com os dos outros países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), Conceição Gomes informou que não vai haver novos sinais, mas sim uma harmonização e adequação para que os automobilistas da região estejam devidamente integrados nos corredores de passagem transfronteiriços.
“Com a adesão de Angola ao Protocolo de Comércio Livre em África, veremos entrar e sair no país grandes quantidades de viaturas, daí ser necessária a adequação à sinalização com os países da SADC”, explicou o comissário.
Os sinais usados na SADC estão a ser conhecidos pela população em Angola através das escolas de condução e de palestras, com o objectivo de evitar transtornos que podem viver automobilistas que viagem para países da região.
Sobre a rede viária, o comissário Conceição Gomes informou que a maioria das estradas do país está a ser reabilitada, aguardando-se por melhorias nos próximos tempos.

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