Sociedade

Angola tem enormes desafios ambientais

Manuela Gomes |

Angola enfrenta um número considerável de desafios ambientais, como erosão e degradação de solos e desertificação, devido a vários factores, incluindo práticas agrícolas inadequadas, desflorestação e chuvas intensas.

A educação ambiental da população é um desafio que deve envolver todas as comunidades
Fotografia: Francisco Bernardo | Edições Novembro

O Plano Nacional de Adaptação do Ministério do Ambiente refere que “a dimensão ambiental do desenvolvimento reclama cada vez mais por maior atenção, com vista à promoção da sustentabilidade do desenvolvimento”.
O referido plano prevê o desenvolvimento de uma Estratégia Nacional de Resíduos, inventariação e gestão das zonas húmidas nacionais, reabilitação por fases dos Parques e Reservas Naturais, desenvolvimento de um Sistema Nacional de Controlo de Indicadores Ambientais, bem como desenvolvimento do processo de implementação do Programa Nacional sobre as Alterações Climáticas.
O documento recorda que 43,3 por cento da superfície do país é coberta por florestas. Desta superfície, apenas dois por cento são ocupados por floresta densa húmida de alta produtividade e rica em diversidade biológica.
O Plano Nacional de Adaptação considera que “toda e qualquer política de redução da emissão de gases de efeito de estufa passará obrigatoriamente pelo nível de conhecimento da população”, que deve ser paulatinamente elevado.
O documento faz também uma referência ao sector da Saúde e aponta a malária como a principal causa de morte em Angola,  principalmente em crianças menores de cinco anos. “O tratamento anti-malárico nem sempre está disponível na rede sanitária e, sobretudo, não está padronizado”, lê-se no relatório. O documento assinala que existe um amplo recurso à auto-medicação com efeitos negativos de resistência posterior.
A malária é responsável por cerca de 35 por cento da procura de cuidados curativos e 20 por cento do internamento hospitalar, sendo também responsável por 40 por cento das mortes peri-natais e 25 por cento de mortalidade materna.

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