Sociedade

Angolanos criam rede associativa

Uma Confederação das Associações de Angolanos em França (CAAF) foi constituída no fim de semana em Paris para servir de “ponte” entre a comunidade e a Embaixada de Angola. Um documento da representação diplomática de Angola em França enviado à Angop indica que a Confederação das Associações de Angolanos em França já elegeu os seus órgãos directivos.

Uma confederação para defender os interesses dos angolanos em França foi criada em Paris
Fotografia: AFP

Uma Confederação das Associações de Angolanos em França (CAAF) foi constituída em Paris, capital francesa,  para servir de ponte entre a comunidade e a embaixada de Angola naquele país.
Um documento da representação diplomática de Angola em França, enviado à Angop, indica que a Confederação das Associações de Angolanos em França elegeu, na ocasião, os seus órgãos directivos.
Entre oito candidatos, Simão Bokolo foi eleito presidente da confederação, para um mandato de dois anos. Luísa Vicente, activista da OMA, foi eleita vice-presidente, enquanto a estudante Ilda Pires Ferreira e o empresário Álvaro João foram eleitos para os cargos de secretária-geral e de tesoureiro.
Na cerimónia de constituição, o embaixador de Angola, Miguel da Costa, declarou que as associações na diáspora servem de ponte para a criação de laços culturais e políticos, principalmente para a manutenção da identidade cultural e a integração no país acolhedor. O diplomata disse que a confederação pode ser um trunfo para a política de cooperação descentralizada e afirmou que Angola necessita da sua diáspora organizada para que os quadros no exterior possam dar também o seu contributo na reconstrução e desenvolvimento do país.
Por sua vez, o cônsul-geral de Angola em Paris, Manuel António, que presidiu à cerimónia, manifestou a intenção de estar mais próximo da comunidade angolana em França.
“Nós estamos aqui para servir e, por isso, queremos atender mais a parte humana e social. Queremos estar ao corrente de tudo o que se passa e prestar o nosso apoio, naquilo que for possível, por exemplo, aos presos, doentes e outros carenciados, sendo informados oportunamente pela própria comunidade e não pelas autoridades francesas, como sucede algumas vezes”, afirmou o diplomata. O Consulado Geral em Paris tem cerca de 11 mil angolanos registados.

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