Sociedade

Anunciada nova greve a partir de quinta-feira

A partir de quinta-feira, os trabalhadores do Caminho-de-Ferro de Luanda (CFL) vão desencadear uma greve geral, por tempo indeterminado, por incumprimento do prazo previsto para a solução do caderno reivindicativo apresentado à direcção da empresa, soube a agência Lusa.

Incumprimento do caderno reivindicativo na origem da greve
Fotografia: João Gomes | Edições Novembro

O secretário para a Informação do Sindicato dos Trabalhadores do CFL, Lourenço Contreiras, disse que a decisão foi tomada em assembleia de trabalhadores na sexta-feira passada.
“Os trabalhadores acharam por bem retomar a greve na quinta-feira, porque não foram satisfeitos os pontos que constavam no caderno reivindicativo, nem mesmo com a moratória que demos ao conselho da administração foi cumprido o tempo”, explicou o sindicalista.
Em Janeiro deste ano foi já observada uma greve geral, na sequência da apresentação de um caderno reivindicativo de 19 pontos à direcção da empresa, que tem como principal exigência o pedido de aumento salarial na ordem de 80 por cento, que a empresa diz não ter capacidade para atender. Lourenço Contreiras sublinhou que foi dado um prazo à administração até final de Março, para a solução dos pontos apresentados no caderno reivindicativo, essencialmente do aumento salarial.
“O conselho não cumpriu nem sequer 20 por cento dos pontos apresentados no caderno reivindicativo, então, reunidos em assembleia, decidimos retomar a greve já a partir do dia 18”, disse. />O secretário para a Informação do sindicato realçou que o período de negociações está esgotado, “porque não há interesse por parte do conselho de administração em querer satisfazer os pontos”.
“Esta greve terá uma adesão de mais de 700 trabalhadores, numa percentagem de 80 a 85 por cento da empresa”, indicou. O porta-voz do CFL, Augusto Osório, disse que a direcção da empresa está a acompanhar todo o processo, remetendo para mais tarde qualquer informação sobre o assunto, estando prevista uma reunião no Ministério dos Transportes ligada à questão.
Em Janeiro, depois de 14 dias de paralisação dos serviços, as partes acordaram que o aumento seria feito de acordo com a produtividade da empresa e numa proporção que seria determinada pelos rendimentos que a companhia vier a obter da sua actividade, começando pelos salários mais baixos.
O acordo previa ainda que a decisão de aumentar salários seria precedida de uma avaliação a ser feita conjuntamente entre as partes para determinar as condições financeiras da empresa.

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