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Áreas em degradação são agora restauradas

As áreas florestais em degradação, o equivalente a um milhão de hectares, vão ser restauradas até 2025, com o repovoamento de árvores de várias espécies, de acordo com uma Estratégia Nacional da Diversidade.

A partir do próximo ano está prevista a realização de acções destinadas à biodiversidade
Fotografia: José Soares| Edições Novembro


O documento foi tornado público quinta-feira, em Luanda, no decurso de um seminário sobre validação das estratégias para a biodiversidade, evento presenciado pela ministra do Ambiente, Paula Francisco.
A estratégia é destinada também à restauração de mil hectares de zonas húmidas e ecossistemas aquáticos em estado de degradação e ao repovoamento animal em três parques nacionais.
A ministra do Ambiente, Paula Francisco, informou que a estratégia vem cumprir uma etapa  do compromisso assumido por Angola a nível internacional.
A ministra adiantou que, no âmbito da estratégia, vão ser repovoados, até 2022, os parques  nacionais do Iona, na província do Namibe, Bicuar, na Huíla, e Quiçama, em Luanda, com espécies de animais que foram extintas nas três áreas de conservação.A estratégia inclui também a plantação de 13 milhões de árvores de várias  espécies em cidades, vilas, bairros e parques de recreação a nível nacional.
Já para o próximo ano, está prevista a realização de acções destinadas à conservação da biodiversidade no âmbito de programas sectoriais, a angariação de fundos, à luz do Fundo Nacional do Ambiente, e a aplicação de multas a quem violar a legislação ambiental.
A criação da Estratégia Nacional para a Diversidade envolveu o engajamento de técnicos dos ministérios do Ambiente, dos Recursos Mineirais,  Comércio,  Pescas, Hotelaria e Turismo, Agricultura,  Educação e Tecnologia.
A promoção de actividades ecoturísticas em áreas de conservação animal está incluída na estratégia, devendo o Ministério do Ambiente emitir licenças de exploração de negócios nesta área.  O director nacional da Biodiversidade, Nascimento António, acentuou que a estratégia tem como objectivo global tornar resistentes até 2025 os ecossistemas.

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