Sociedade

Bacias de retenção com sérios entraves

Roque Silva

A capital do país precisa de 320 quilómetros de macroestrutura de drenagem de água, para resolver o problema do escoamento e das inundações registadas nos bairros, em tempo de chuva, informou ontem o director-geral da Unidade Técnica de Gestão do Saneamento de Luanda.

Fotografia: DR

Antas Miguel, que falava no termo de uma visita efectuada pelo governador Sérgio Rescova, às bacias de retenção do Distrito Urbano do Zango, disse que Luanda dispõe apenas de 20 dos 340 quilómetros da macroestrutura, prevista no Plano Director do Saneamento, que é instrumento de trabalho e execução da UTGSL.

O director-geral disse que os constrangimentos existentes nas bacias de retenção resulta do facto de não existir uma macroestrutura para levar água até ao mar. A falta dessa estrutura tem dificultado o escoamento das águas pluviais e residuais nas bacias de retenção, provocando inundações, sobretudo, nos bairros periféricos.
Antas Miguel disse que a construção da macroestrutura de drenagem integra um conjunto de soluções para resolver o problema dos sistemas das águas pluvial e residual.
“Não há como resolver as questões de alguns municípios, sem as soluções do problema das estruturas que levam a água até ao mar”, disse adiantando que “ainda há muito por fazer”, tendo acrescentado que a continuidade da execução da obra depende de disponibilidade financeira.

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