Sociedade

Baixa da cidade calma, periferia muito agitada

Arcângela Rodrigues|

Fotografia: DR

A Baixa da cidade de Luanda esteve, ontem, calma, longe do movimento frenético habitual. Em pleno feriado, por ocasião do Dia do Herói Nacional, as ruas apresentaram-se limpas e com o trânsito fluído, as paragens de táxis praticamente às moscas, obrigando os taxistas a esperarem por muito tempo para lotarem as viaturas.

Se nos dias normais os automobilistas passam por dificuldades para estacionarem, ontem não houve problemas, pois, havia muitos espaços disponíveis, o que deixava descontentes os jovens e adolescentes que se dedicam à "venda" de lugares para estacionamento.
Na ronda efectuada pelo Jornal de Angola, na Baixa de Luanda foi possível notar a fraca procura pelos postos de abastecimento de combustível por parte de utentes de viaturas, enquanto que o número de zungueiras e ardinas que pululam diariamente em várias partes da cidade era bastante reduzido.

Na Baía de Luanda, Ilha do Cabo e na Nova Marginal, locais habitualmente muito movimentados, registavam, pelo menos até o princípio da tarde, altura em que a reportagem do Jornal de Angola passou, pouca afluência de pessoas e estes dedicavam-se à prática de exercícios físicos.
Os serviços de táxi funcionavam com alguma dificuldade, já os autocarros das empresas transportadoras públicos eram vistos com alguma intermitência. Em alguns estabelecimentos comerciais, localizados no casco urbano da cidade, o movimento de clientes era fraco por força do feriado nacional.

Periferia diferente

Se a Baixa da cidade esteve calma, nos bairros do Golfe II, Kimbango, Palanca, no município do Kilamba Kiaxi e parte do Cazenga, o ambi-ente era tão frenético que parecia um dia normal de trabalho. Lojas, cantinas, armazéns e outros estabelecimentos comerciais registavam enchentes.
Nestas zonas, havia muitos táxis a circularem, mas pelo facto de estarem a efectuar linhas curtas, obrigava a permanência de muitos passageiros nas paragens durante horas à fio.

Do Tanque de água do Cazenga até à fábrica da Cuca, as paragens de táxis estavam apinhadas de gente, por falta de transporte. Muitas pessoas estavam aglomeradas, sem distanciamento. Alguns sem máscara, enquanto outros não usavam correctamente o artefacto de segurança individual, como recomendam as autoridades.
Tal como nos outros dias, ontem, a venda de frutas, legumes, hortaliças, entre outros produtos, estava a ser feita à berma das estradas, becos e ruas do município do Cazenga. Nessa zona, alguns contentores de lixo abarrotados transbordavam para o chão.

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