Sociedade

Biodiversidade angolana é das mais importantes do continente

Manuela Gomes

A biodiversidade angolana é uma das mais importantes do continente africano, segundo o Ministério do Ambiente, que cita a União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN), através de um estudo a propósito efectuado em 1992.

Ministra do Ambiente ontem no I Conselho Consultivo
Fotografia: Maria Augusta|Edições Novembro

Dados desta instituição indicam existirem em território nacional cerca de 5.000 espécies de plantas, dos quais 1.260 são endémicas, tornando Angola o segundo país de África mais rico em plantas endémicas.
Segundo o ante-projecto da Estratégia Nacional e Plano de Acção de Combate à Caça Furtiva 2018/2028, a ser apresentado hoje em Luanda, durante o I conselho consultivo do Ministério do Ambiente, os recursos faunísticos de Angola são um capital vivo capaz de gerar benefícios económicos e sociais através da sua exploração sustentável.
O documento traz com maior realce um dos temas de maior preocupação do Executivo, que é a caça furtiva. Nele estão espelhados vários factores que levam as pessoas a praticarem essa actividade de forma ilegal.
A obtenção de fonte de proteína, o lucro fácil, através da venda de carne e de tráfico de artefactos de animais selvagens, são apontados como os principais factores que concorrem para a prática da caça furtiva no país.
“A situação actual da caça furtiva é bastante preocupante, pois ela está a tornar-se cada vez mais predadora da fauna, tornando insustentável esta actividade do ponto de vista de conservação das espécies, dada à proporção de capturas e a dimensão territorial que adquiriu”, descreve o documento.
As espécies mais ameaçadas pela caça furtiva são o bambi, elefante, gulungo, giboia, javali, leopardo, macaco de lunetas, macaco cinzento, a Palanca Negra Gigante, o papagaio cinzento e outras. A ministra do Ambiente, Paula Francisco, que procedeu à abertura do evento, reconheceu que os diplomas existentes são ainda insuficientes e nota-se pouca responsabilidade dos principais actores da devastação em olhar para o amanhã, sempre que se advogam as gerações futuras.

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