Sociedade

Buracos criam embaraços ao trânsito na Ilha do Cabo

Nilza Massango

O trânsito automóvel, logo à entrada da Ilha do Cabo, tem sido quase impossível nos últimos dias, por causa dos buracos que existem num pequeno troço de via, junto ao Clube Náutico.

A circulação na Ilha do Cabo é feita de forma condicionada
Fotografia: João Gomes| Edições Novembro

O problema dos buracos é antigo e persiste até hoje, apesar dos trabalhos paliativos de tapa buracos para melhorar a circulação.
Na segunda-feira, o engarrafamento, até, pelo menos, às 15h00, foi mais intenso por causa da ruptura de uma conduta de água, que deixou o troço inundado.
O trânsito praticamente ficou parado. Os automobilistas, principalmente os taxistas que fazem a rota Boavista-Porto-Ilha do Cabo, reclamam pelos transtornos.
O engarrafamento de viaturas começava em direcção à Fortaleza de São Miguel, hoje Museu das Forças Armadas Angolanas, no sentido Ilha do Cabo. Muitos automobilistas evitam circular no troço esburacado e alagado, e fazem um desvio junto à entrada principal do Clube Náutico. 
A reportagem do Jornal de Angola esteve no local, segunda-feira e ontem, e constatou o troço esburacado e lamacento, depois da intervenção de uma máquina de sucção para retirar toda a água do pavimento.
A ruptura da conduta da Empresa Pública de Águas de Luanda (EPAL) deu lugar a um grande buraco na via, resultado da escavação feita por uma equipa da empresa pública, para resolver o problema da água que vertia sem parar.
O taxista José da Silva, que faz a rota  Porto-Ilha do Cabo, todos os dias, contou que aquele troço sempre esteve danificado, apesar dos trabalhos de tapa buracos, e o trânsito, agora, torna-se cada vez mais complicado à medida que os buracos ganham dimensão. José da Silva disse que o engarrafamento naquele ponto da Avenida Murtala Mohamed é frequente logo nas primeiras horas do dia, das 6h00 às 7h00 e das 12h00 às 13h00.
Ainda no período da tarde de segunda-feira, muitos automobilistas confirmaram que a EPAL esteve no local, fez uma escavação onde vertia água, deixando  um buraco grande, que até ontem ainda era visível na via.
O buraco está isolado com dois separadores de plástico e ao seu redor tem entulhos de areia, misturados com alcatrão, resultante das escavações. Neste ponto, quase ao portão do Clube Naval, a via ficou mais estreita.
Sem iluminação, à noite, aquele cenário representa um perigo, se o problema não for resolvido a tempo. O buraco é grande e dentro tem água suja e uma tubagem aberta. 

Intervenção da EPAL
O chefe do Departamento de Comunicação Institucional e Imprensa da EPAL, Vladimir Bernardo, explicou que se trata de uma ruptura numa conduta antiga.
De acordo com o porta-voz da EPAL, a ruptura foi intervencionada em Dezembro último, mas, com a pressão da água, houve um deslocamento do anel de vedação de borracha, provocando um nova ruptura.
“Uma equipa da EPAL, na intervenção feita no local, isolou inicialmente o abastecimento de água à zona e hoje a avaria já foi superada”, garantiu Vladimir Bernardo, afirmando que o buraco foi tapado no período da tarde de ontem.
De um modo geral, o porta-voz da EPAL disse que a Ilha do Cabo possui uma rede nova e que é abastecida regularmente a partir do Centro de Distribuição de Água do Marçal.
Quanto aos pagamentos do consumo, Vladimir Bernardo avançou que existem muitos clientes devedores na Ilha do Cabo e  que ainda resistem em pagar o consumo de água, mesmo depois da realização de uma campanha de sensibilização sobre a necessidade de pagamento para evitar corte no abastecimento.
“Aproveitamos para apelar aos moradores desta zona para se dirigirem à agência comercial mais próxima para regularizarem as suas dívidas”, concluiu o porta-voz da EPAL.

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