Sociedade

Cabines eléctricas vandalizadas

André da Costa

Duas cabines eléctricas do bairro Mulenvos de Cima, distrito urbano da Estalagem, província de Luanda, foram vandalizadas por marginais até hoje não identificados, que levaram cabos eléctricos, geralmente furtados para serem comercializados no mercado negro.

Presidente da comissão de moradores, Isabel Fonte Boa
Fotografia: DR

A presidente da Comissão de Moradores do Mulenvos de Cima, Isabel Fonte Boa, que revelou o facto ontem ao Jornal de Angola, acrescentou que uma cabine foi vandalizada há três semanas e a segunda há seis dias. Os moradores do Mulenvos de Cima ficaram surpresos com a ocorrência do crime por as duas cabinas terem sido instaladas há um mês, no âmbito do projecto “Xiang 5”, resultante de uma linha de crédito da China, para a electrificação dos bairros de Luanda que ainda não dispõem de luz eléctrica.
A vandalização das cabinas eléctricas já foi participada à esquadra da Polícia Nacional do Mulenvos de Cima que, de acordo com a presidente da Comissão de Moradores, está a “trabalhar arduamente” para a detenção dos presumíveis autores do crime contra o património público.
Isabel Fonte Boa informou estar a Comissão de Moradores a orientar os responsáveis dos vários sectores do Mulenvos de Cima, a fim de colaborarem com a Polícia Nacional no controlo das cabinas eléctricas, que são geralmente vandalizadas em “horas mortas”, quando os moradores estão a dormir.
O bairro Mulenvos de Cima beneficiou até hoje de 15 postos de transformação de energia eléctrica, um in-vestimento que permitiu aumentar a carteira de clientes da Empresa Nacional de Distribuição de Electricidade no bairro Mulenvos de Cima.
O administrador do distrito urbano da Estalagem, Eduardo Fernandes, disse ao Jornal de Angola que a distribuição de energia eléctrica vai melhorar depois da instalação de 97 postos de transformação de energia eléctrica, a maioria dos quais vai ser instalada em áreas ainda com défice de energia. O projecto “Xiang 5” está avaliado em 675 milhões de dólares e vai ser executado em 24 meses.

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