Sociedade

Campanha de solidariedade da RNA recolhe 490 toneladas

Edivaldo Cristóvão

A campanha de solidariedade da Rádio Nacional de Angola (RNA) “Unimos o país pelas vítimas da seca”, arrecadou 490 toneladas de diversos produtos e 600 mil kwanzas.

Campanha de solidariedade promovida pela Rádio Nacional de Angola mobilizou o país
Fotografia: Contreiras Pipa | Edições Novembro

A informação foi avançada ontem, em Luanda, pela directora de Marketing da RNA, Círia de Castro Cassoma, durante o balanço da actividade.
Os produtos mais doados foram bens alimentares, detergentes, de higiene e limpeza, material escolar, utensílios, calçado e vestuário.
A RNA agradeceu o apoio das pessoas que estiveram envolvidas na campanha de solidariedade, em especial os parceiros da TPA, Jornal de Angola e Angop. “Juntos unimos a força de uma Nação”, disse a directora.
A ministra da Acção Social Família e Promoção da Mulher, Faustina Inglês, disse que os angolanos provaram mais uma vez que são sensíveis às causas do próximo.
“Acreditamos que as 490 toneladas e o dinheiro arrecadado doados vão servir para muita coisa. O Executivo agradece o gesto dos angolanos. Com esta campanha de solidariedade, a RNA procurou unir o país”, considerou a ministra.
O secretário de Estado da Comunicação Social, Celso Malovoloneke, sublinhou que os órgãos de Comunicação Social também têm obrigações com a sociedade, devendo promover a solidariedade entre os cidadãos.
Celso Malovoloneke referiu que mais importante do que os bens recolhidos é o exercício da cidadania. “As pessoas demonstraram que se preocupam com o p róximo”, referiu. Acrescentou que estes exemplos devem espalhar-se, para que haja nas comunidades este espírito de ajuda. O secretário de Estado lembrou que a primeira consequência da seca no Sul do país foi a morte de gado, além do problema ambiental. “O gado acumula-se nos pontos de água e vai comendo pasto até à raiz, que depois não volta a crescer e causa desertificação” Celso Malovoloneke frisou que existem ainda problemas ligados ao abandono escolar, porque as famílias movimentam-se de uma zona para outra atrás da água.
“Há um conjunto de situações associadas à seca que exige uma abordagem cuidadosa, integrada e também sustentável”, entafizou.
O secretário de Estado da Comunicação Social disse esperar que esta onda de solidariedade continue, porque estando a terminar a época seca no mês de Agosto, as chuvas na Região Sul do país só começam no final do ano e as previsões climáticas para esta altura não são das melhores.

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