Sociedade

Candidatos falam em irregularidades

Kilssia Ferreira

Os mandatários dos candidatos Mário Frestas, Elisa Gaspar e Miguel Bettencourt Mateus a bastonário da Ordem dos Médicos de Angola criticaram, ontem, em Luanda, a Comissão Eleitoral pelos atrasos verificados na execução de tarefas para as eleições previstas para 14 de Fevereiro.

Mandatários dos três candidatos a bastonário
Fotografia: Agostinho Narciso | Edições Novembro

Numa conferência de imprensa dos três mandatários foi lida uma declaração, que afirma estar o processo eleitoral “eivado de múltiplas irregularidades oportunamente denunciadas, mas não resolvidas”.
O documento menciona que a Comissão Eleitoral negou aos candidatos o período de até 30 dias antes do acto eleitoral para a recolha de subscrições, como está estabelecido no Estatuto.
Uma outra irregularidade mencionada na declaração é o facto de a Comissão Eleitoral não ter anunciado as candidaturas nos prazos definidos pelo calendário eleitoral.
Os mandatários consideram a situação “ilegal e insustentável”, pelo que pedem à classe médica solidariedade em torno da conclusão do processo.
Os mandatários dos três candidatos exigem à Comissão Eleitoral para considerar “válidas e aceites as candidaturas que deram entrada na sede da Ordem dos Médicos dentro dos prazos definidos, para que se possa iniciar a campanha eleitoral e sejam os médicos a decidir nas urnas conforme a sua consciência e vontade”.
Na declaração, os mandatários pedem que o calendário eleitoral seja prolongado por mais duas semanas para compensar os atrasos deste processo, permitindo a formação das Comissões Eleitorais Provinciais.
Afirmam estar a Ordem dos Médicos de Angola “refém de uma direcção que, contrariando o estabelecido sem justificação, dirige a instituição há oito anos, desde 2010, sendo um prolongamento indevido do mandato eleitoral 2007/2010”.





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