Casos de hipertensão aumentam na capital


19 de Maio, 2017

Fotografia: Eduardo Pedro | Edições Novembro

Na cidade de  Luanda, oito em cada 15 pessoas, entre jovens e adultos que procuram serviços médicos são hipertensas, revelou, quarta-feira, a médica de clínica geral Brenda Azevedo, do Hospital do Prenda.

A médica, que falava à Angop, por ocasião do Dia Mundial da Hipertensão, assinalado quarta-feira, manifestou a sua preocupação ainda mais quando nas consultas aparecem doentes com níveis hipertensivos muito altos.
A título de exemplo, a médica acentuou que há pessoas com 18 anos ou menos que chegam aos hospitais, para a primeira consulta, em que a tensão arterial atinge entre 130 e 90 milímetros por mercúrio, o que, na opinião da médica, já é um motivo de alerta.
Os factores para o surgimento da hipertensão  estão ligados aos maus hábitos alimentares, ao uso excessivo de bebidas alcoólicas e ao tabagismo, associados à falta de exercícios físicos, alertou a médica.
A hipertensão arterial, definiu a médica, é uma doença crónica determinada por elevados níveis de pressão sanguínea nas artérias, o que faz com que o coração exerça um esforço maior do que o normal para fazer circular o sangue através dos vasos sanguíneos.
A médica sublinhou que a hipertensão pode levar a uma atrofia do músculo do coração, causando arritmia cardíaca.
“Em média, uma pessoa com hipertensão não controlada, pode ver o seu estado de saúde agravar-se daqui a 15 anos”, alertou  a médica que recomendou o controlo regular da tensão arterial.   Especialistas aconselham a prática de  exercícios pelo menos durante 30 minutos, três vezes por semana. Além disso, beber álcool em quantidade moderada traz benefícios cardiovasculares.

Dados globais

A hipertensão causa anualmente a morte de 9,4 milhões de pessoas no mundo e é responsável por 45 por cento dos ataques cardíacos e 51 por cento  dos derrames cerebrais, aponta um levantamento divulgado, no ano passado, pela Organização Mundial de Saúde. A maioria dos casos ocorre em países emergentes ou em desenvolvimento. Cerca de 80 por cento das mortes causadas por problemas cardíacos ocorreram nessas regiões. O maior índice de casos no mundo vem de África, com 46 por cento das ocorrências. 
A explicação é que, nos países desenvolvidos, os sistemas de saúde detectam cedo a doença e podem tratá-la, já que têm recursos para isto.  A maioria dos hipertensos não sente nada. O problema não dá sinais nem sintomas de que já está instalado no organismo.
Alguns indivíduos, porém, têm tontura, vista embaçada, palpitação e dor de cabeça, além de zumbido no ouvido e visão de pontos brilhantes. O excesso de sal ajuda a reter líquidos e aumenta o volume e a pressão sanguínea. O sangue bombeado com mais força agride o revestimento dos vasos, provoca pequenas cicatrizes e contribui para o entupimento das artérias.  As consequências da hipertensão nos diversos órgãos estão relacionadas principalmente com a lesão dos vasos e a sobrecarga para o funcionamento deles.
Perder peso é a forma mais efectiva de baixar a pressão sem usar remédios. Fazer exercícios também ajuda no controlo da hipertensão e melhora o nível de colesterol e o índice glicémico.

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