Sociedade

Casos de morte súbita preocupam os médicos

As mortes súbitas causadas, fundamentalmente, por complicações derivadas de alteração da tensão arterial na província de Cabinda, estão a atingir níveis preocupantes, revelou o cardiologista Pombalino de Oliveira.

O também director-geral  do Hospital 28 de Agosto dissertava num seminário dedicado à discussão do tema  “Hipertensão arterial, os seus males e medidas de prevenção” e realizado no âmbito da terceira edição da Feira da Saúde, promovida pela Unitel, empresa de telefonia móvel.
O gestor hospitalar não apontou números de casos de óbitos registados pelo hospital público. Pombalino de Oliveira disse que a hipertensão arterial, além de causar mortes repentinas, está  também na origem da antecipação à reforma de muitos trabalhadores em função das complicações que a doença causa.
Segundo o cardiologista, estão na origem da doença os maus hábitos alimentares, agravados com o uso excessivo de sal na comida e  o pouco consumo de água, a obesidade ou excesso de peso. A isso, acrescentou, juntam-se o consumo excessivo de álcool, tabagismo e factores genéticos (transmissão de pais para filhos ou de avós para os netos). Recorrendo a dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o especialista em cardiologia  sublinhou que 30 por cento da população hipertensa a nível mundial desconhece que sofre da  doença, que é de fácil diagnóstico, curável e controlável.

Dieta melhorada
Aos hipertensos, o palestrante aconselhou a praticarem exercícios físicos, sobretudo caminhadas pelo menos quatro vezes por semana, beber muita água, reduzir o consumo de bebidas alcoólicas e tabaco.
O médico acrescentou, que é importante também melhorar a dieta alimentar, evitar o consumo de enchidos e combater a obesidade.   
 A “Malária, factores de risco e medidas de prevenção” foi outro tema abordado no seminário pela supervisora provincial de Cabinda do Programa de Luta Contra a Malária, Angelina Nunes.
A palestrante considera o paludismo um dos principais problemas de saúde pública em Angola,  sendo a principal causa de internamento e morte de crianças. Angelina Nunes acentuou que a malária afecta mais crianças com menos de cinco anos e grávidas.
A médica Angelina Nunes lembrou que a doença é transmitida através da picada do mosquito fêmea e informou que, no ano passado, a província de Cabinda diagnosticou 282.491 casos, que provocaram 122 óbitos, a maioria dos  quais de crianças com menos de cinco anos.
 Quanto à prevenção, Angelina Nunes recomendou à população a estar envolvida em acções que evitem a reprodução do mosquito, como eliminar o lixo e as águas estagnadas,  usar correctamente o mosquiteiro impregnado com insecticida.
A secretária provincial de Cabinda da Saúde, Maria Carlota Tati, apelou à população para efectuar exames médicos regulares a fim de saber do seu estado de saúde.
A “Feira da Saúde” foi realizada em parceria com o Governo Provincial de Cabinda, Secretaria Provincial da Saúde, Direcção de Viação e Trânsito, Serviços provinciais de Protecção Civil e Bombeiros, Liga Angolana de Combate ao Cancro e  Instituto Nacional de Emergências Médicas, entre outras instituições públicas e privadas.  Actualmente, muitos  casos notificados são de “malária complicada”, razão pela qual as autoridades sanitárias têm alertado a população para a necessidade de efectuar exames regulares, para que o tratamento seja feito de forma antecipada.  

Tempo

Multimédia