Sociedade

Chuva cíclica sem grandes danos às infra-estruturas

André da Costa e Manuela Gomes

O porta-voz do Serviço de Protecção e Bombeiros, Faustino Minguês, considerou que as chuvas de sábado e domingo, que caíram de forma cíclica, "não causaram grande danos" às infra-estruturas em Luanda.

No bairro do Kapolo 2, os utentes de viaturas tiveram muitas dificuldades para circular
Fotografia: Dombele Bernardo | edições novembro

Segundo o oficial, apesar de não ter havido estragos, como num passado recente, há toda a necessidade de mais preparação no que toca à prevenção em matéria de saneamento básico, reparação de ruas e outras acções, pois segundo previsões do INAMET, espera-se para este primeiro trimestre do ano chuvas intensas em todo país. 

Entretanto, as chuvas que se abateram, ontem, sobre a cidade de Luanda, criaram vários embaraços na circulação rodoviária no Cazenga, Viana e Kilamba Kiaxi, tendo deixado estradas alagadas, obrigando os munícipes a usarem pedras e outros ob-jectos improvisados, para fugirem da água.
Numa ronda feita na rua principal da Combal, na zona do Grafanil, em Viana, a reportagem do Jornal de Angola notou a presença de muito lixo no chão, apesar da presença de contentores, resíduos sólidos que eram arrastados pela força das águas para estrada.
No bairro do Calemba 2, município do Kilamba Kiaxi, as ruas inundaram, o que está a dificultar a circulação de viaturas e de peões. Na via que liga a rotunda do Camama até Viana, os automobilistas lamentam o estado crítico em que se encontra a via e pedem a intervenção urgente por parte das autoridades administrativas da província de Luanda.
O automobilista António Coimbra pediu ao Executivo no sentido de priorizar a reparação daquele troço, para facilitar a deslocação no sentido Viana/Camama, já que se encontra em mau estado há vários anos, com enormes buracos, lama, lixo, entre outros constrangimentos.
No Kapolo 2, a chuva de on-
tem veio piorar o estado da zona que é crítico faz tempo. A circulação na via que liga o Grafanil à Igreja Kimbango, entre as avenidas Deolinda Rodrigues e Pedro de Castro Van-Dúnem "Loy" é feita com enormes dificuldades devido à construção da estra-da, cuja obra anda paralisada há muitos anos.
Devido à presença de uma enorme vala, cuja água apenas diminui em época de cacimbo, para circular os moradores são obrigados a colocarem blocos junto às paredes das casas, no sentido de facilitar a mobilidade. As viaturas são submetidas a um esforço maior.
A maior parte dos automobilistas que faz serviço de táxi, no interior do bairro, optou por estacionar as viaturas para não danificá-las por causa da água, lama e buracos, resultantes das constantes chuvas.
Nguinamau Tomé, ao vo-lante de uma carrinha Toyota Hilux, que fazia o trajecto Kimbangu/BCA, passando pelo interior do bairro, cobrava por passageiro 200 kwanzas. Justificou o aumento da corrida com o facto de as vias do bairro estarem todas inundadas e sem condições para a circulação.
Matumona Panzo, também taxista, lamentou o facto de as ruas do bairro Kapolo2 nunca terem sido intervencionadas, nem com um simples trabalho de terraplenagem, para facilitar a circulação de viaturas, como acontece em algumas zonas de Luanda.
No Sambizanga, a chuva caiu com menos intensidade, comparativamente a outras zonas de Luanda, segundo o munícipe António Neto, morador da rua 12 de Julho. Segundo ele, o estado das ruas do interior do distrito é péssimo, devido à presença constante de águas paradas.
No Zango, a chuva não criou embaraços aos cida-dãos, por ter caído com pouca intensidade, enquanto que na Centralidade do Kilamba, choveu durante a madrugada, acompanhada de fortes ventos e trovoadas.

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