Sociedade

Chuvas desalojaram mais de mil famílias

Justino Victorino | Huambo

Mais de mil famílias foram desalojadas na província do Huambo, devido às fortes chuvas que se abatem sobre a região, estando, neste momento, a viver em condições difíceis, em residências de vizinhos e familiares, o que, em alguns casos, tem originado dissentimentos na partilha dos aposentos.

Ângulo da cidade do Huambo
Fotografia: Edições Novembro

Os dados foram avançados pelo comandante provincial do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros no Huambo, assegurando que a corporação registou, desde 2017, dezassete mortes, 37 feridos e 284 residências destruídas, estando em curso a compilação de mais informações para se actualizarem os dados.

O comissário-bombeiro José Pinto avançou que existem duzentas casas catalogadas, em algumas localidades da província, em risco de desabamento, pelo que um trabalho de sensibilização tem sido feito para a saída voluntária desses sítios, para se evitar situações desagradáveis. Acrescentou estarem a ser feitas intervenções para a reposição das condições de habitabilidade da população atingida, prestando os cuidados primários de assistência e meios logísticos.
“Uma das medidas primárias para acautelar os estragos causados pelas chuvas passa pela instalação de pára-raios nas casas, incluin-do em algumas infra-estrutu-ras comunais, nos onze municípios, para minimizar estas situações”, sublinhou, assegurando que, à luz do Decreto Presidencial nº 29, de 2015, sobre a protecção obrigatória contra as descargas atmosféricas, foi aprovada a aquisição de pára-raios comunitários para as instituições públicas.
A Comissão do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros, explicou, está a efectuar o registo para catalogar as residências construídas em zonas de risco e realizar campanhas de sensibilização sobre educação ambiental, junto das populações das zonas rurais.

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