Sociedade

Cidadão morto à pancada dentro das celas da Polícia

André da Costa

Um cidadão identificado por Zacarias, que em vida trabalhou como segurança nas instalações da União dos Escritores Angolanos, foi morto à pancada no interior da cela da 19.ª esquadra do Distrito Urbano da Maianga, por elementos supostamente, também, detidos na mesma prio.

Fotografia: DR


O Porta-Voz da Delegação Provincial do Ministério do Ministério do Interior em Luanda, intendente Mateus Rodrigues, explicou que a triste ocorrência teve lugar no sábado quando, por negligência no exercício das suas funções, foi detido e encaminhado nas celas da 19ª esquadra de Polícia.
Informou que Zacarias foi detido pela Polícia Nacional pelo facto de ter desaparecido uma placa de uma viatura Toyota Fortuner estacionada a escassos metros da sua zona de jurisdição.
A autópsia realizada pelos médicos legistas, segundo Mateus Rodrigues, permitiu determinar que as causas da morte do segurança deve-se a agressão física, que provocou traumatismo craniano.
Mateus Rodrigues disse que tão logo se aperceberam da situação, os efectivos do Serviço de Investigação Criminal abriram um processo de averiguações que permitiu apurar, junto dos detidos da mesma cela, que o segurança havia sido brutalmente agredido até à morte.
Mateus Rodrigues explicou que os agressores ao aperceberem-se que a vítima apresentava sérias debilidades de locomoção, clamaram por socorro junto do pessoal da guarnição que transportou a vítima até uma unidade hospitalar onde acabou por morrer no mesmo dia.
Os três agressores foram indiciados pelo Ministério Público no crime de homicídio voluntário por espancamento, num processo-crime que  corre os trâmites legais.
O porta-voz da Delegação Provincial do Ministério do Ministério do Interior informou, por outro lado, que a Polícia Nacional em Viana reforçou o patrulhamento das ruas, em função dos crimes de violação a que foram submetidas as duas jovens.
A Polícia de Viana registou também o caso de uma jovem que foi encontrada morta numa fossa de água. O crime está a ser investigado, segundo Mateus Rodrigues.

Tempo

Multimédia