Sociedade

Cidadãos violam cerca sanitária em Luanda e viajam até Cabinda

Bernardo Capita| Cabinda

Muitos cidadãos estão a violar a cerca sanitária em Luanda, deslocando-se para a província de Cabinda, por via terrestre, passando pela província do Bengo, até ao município do Soyo (Zaire), onde embarcam em chatas em missões particulares, denunciou o governador provincial.

Fotografia: Edições Novembro

Marcos Alexandre Nhunga, que falava na reunião extraordinária do Conselho da província de Cabinda destinada ao balanço das actividades desenvolvidas por aquele órgão durante o primeiro trimestre do ano em curso, considerou preocupante este comportamento.

Sublinhou que muitos chegam até aos municípios do interior, como Cacongo, Buco-Zau e Belize em visita familiar, sem aferir o seu estado de saúde, “o que põe em risco a vida de outras pessoas e atrapalha a estratégia de prevenção e combate à pandemia da Covid-19, gizada pelas autoridades sa-nitárias da província”.

O governador não se referiu ao número de cidadãos oriundos de Luanda que se encontram nessa condição na província de Cabinda, mas disse que as autoridades sanitárias impuseram a estes cidadãos, de forma compulsiva, quarentena institucional, no Hotel Infotur, na localidade do Chiazi, a oito quilómetros a norte da cidade.

Às autoridades tradicionais e à população em geral, o governador apelou para maior interacção com a Polícia, denunciando os cidadãos que não obedecem as medidas impostas no quadro da situação de Calamidade Pública.

“Queremos maior interacção entre a Polícia e a população para facilitar a actuação das autoridades, tendo em conta a evolução da pandemia da Covid-19 não só em Angola como na República do Congo e República Democrática do Congo”.

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