Sociedade

Cidade do Kilamba planta hoje acima de 200 árvores

Edivaldo Cristóvão

Mais de 200 árvores são  plantadas hoje, entre os quarteirões F e Q, da Cidade do Kilamba, município de Belas, em Luanda, no âmbito de uma campanha do Ministério do Ambiente, com o lema “Integração e valorização dos es-paços verdes em ambiente urbano para o alcance da sustentabilidade”.

Pormenor da cerimónia de abertura ontem do seminário sobre espaços verdes em Luanda
Fotografia: João Gomes | Edições Novembro

A iniciativa foi anuncia-da  ontem pelo secretário de Estado do Ambiente, Joaquim Manuel, na abertura do primeiro seminário sobre espa-ços verdes, realizado na Cidade do Kilamba, pelo Instituto Nacional de Gestão Ambiental, tutelado pelo Ministério do Ambiente.
Joaquim Manuel explicou que o objectivo da campanha é a criação de mais espaços verdes e garantir uma vida mais saudável a toda a população da província de Luanda.
O Ministério do Ambiente realizou o encontro com o objectivo de colher contribuições e experiências de práticas ambientais, para que sejam criadas políticas de promoção de acções de preservação do ambiente.
O seminário termina hoje e debate temas como “Espaços verdes como ferramenta para a educação ambiental”, “A integração dos espaços verdes no ordenamento do território”, “A gestão de espaços verdes na cidade de Luanda”, “Os impactos socioambientais dos espaços verdes na qualidade de vida dos cidadãos”, “O fomento de hortas urbanas e comunitárias para o desenvolvimento sustentável” e “Jardins verticais e a sua influência no microclima urbano”.
O encontro vai chamar a atenção e a consciência dos cidadãos no sentido de darem, cada vez mais, importância aos espaços verdes. “A preservação dos espaços verdes só é possível com o empenho e envolvência de todos, através de acções, como a plantação e rega de árvores”, declarou o secretário de Estado do Ambiente.
No seminário, de acordo com Joaquim Manuel, vão sair matérias de integração e valorização dos espaços verdes, considerados "o pulmão indispensável" à produção do oxigénio necessário, mitigando, deste modo, os efeitos das emissões de gases tóxicos, oriundos de indústrias e de automóveis.
“Esperamos que este encontro não se multiplique apenas em número, mas em acções concretas em todas as províncias, para que, a curto e médio prazos, os espaços verdes urbanos sejam, efectivamente, uma realidade em todo o país”, acentuou Joaquim Manuel. 
O secretário de Estado lembrou que a Lei de Bases do Ambiente consignou o princípio de que todos os cidadãos têm o direito de viver num ambiente sadio e dos benefícios da utilização racional dos recursos naturais do país.
A Constituição, referiu, preceitua que todos têm o direito de viver num ambien-te sadio e não poluído, bem como o dever de o defender e preservar. “Estamos convencidos de que este seminário vai produzir conclusões, recomendações e linhas estratégicas que, obviamente, vão permitir ao Ministério do Ambiente e às diferentes instituições desenvolverem acções ambientais sem descuidar da componente espaços verdes”, acrescentou o secretário de Estado do Ambiente.
A cerimónia de abertura do seminário sobre espaços verdes foi presenciada pelos secretários de Estado dos Transportes, Assistência Social, Família e  Promoção da Mulher e parceiros do ambiente.

Gestão ambiental

O Instituto Nacional de Gestão Ambiental (INGA) é um órgão criado por decreto presidencial para assegurar em todo o país a investigação, promoção, formação, disseminação e divulgação da política de gestão ambiental e apoiar as associações de de-fesa do ambiente.
Do rol de atribuições do INGA constam acções de sensibilização, educação dos cidadãos, promoção da estratégia nacional e asseguramento da integração de matérias relevantes para o sistema de ensino.
O instituto defende também a capacitação e educação ambiental das crianças e jovens, para uma melhor divulgação das boas práticas ambientais.
O INGA acompanha projectos licenciados, na fase de construção e de operação, apelando ao cumprimento das medidas de mitigação.
O instituto  realiza também campanhas de sensibilização porta-a-porta, em  mercados, empresas e instituições ambientais e palestras em escolas, centros infantis e igrejas.

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