Sociedade

Cidades no norte de Itália em quarentena

O número de casos confirmados de coronavírus, em Itália, continua a aumentar, tendo já ultrapassado 120, segundo informações das autoridades do país. Para tentar conter o avanço da doença, o Governo publicou algumas medidas, nomeadamente impedir a entrada e saída de pessoas das cidades afectadas.

Fotografia: Dr

A região da Lombardia, norte de Itália, é a que regista mais casos da doença, 89, se-guindo-se Veneto (25), Emilia-Romagna (nove) e Piemonte (seis).
De acordo com o chefe da Proteção Civil do país, Angelo Borrelli, 26 dos infectados estão em terapia intensiva. Até o momento, duas pessoas morreram em consequência do coronavírus. A lista de infectados não inclui os dois chineses que estão em Roma, já que um deles recuperou e recebeu alta, enquanto o outro está quase curado da doença.
Enquanto isso, a Itália enfrenta uma batalha para tentar travar o avanço do Covid-2019, tendo decretado "recolher obrigatório" em 11 ci-
dades - 10 das quais na Lombardia - e afectará cerca de 50 mil pessoas.
As cidades afectadas da Lombardia pelo decreto do Governo são: Codogno, Castiglione d'Adda, Casalpusterlengo, Fombio, Maleo, Somaglia, Bertonico, Terranova dei Passerini, Castelgerundo e San Fiorano. A última e única no Veneto é Vò. /> A cidade de Milão, a capital da Lombardia, não tem nenhum caso confirmado e não está incluída nas áreas de risco.
O prefeito de Milão, Giuseppe Sala, ordenou o encerramento de escolas e adiou a realização de eventos públicos, como a feira Myplat & Garden e o jogo entre Inter e Sampdoria, da Série A. Outro evento afectado pelo coronavírus foi a Semana de Moda de Milão.
O governador da Lombardia, Attilio Fontana, decidiu “a suspensão de manifestações ou iniciativas de qualquer natureza [na região], de eventos ou de qualquer forma de reunião em locais públicos ou privados, também de natureza cultural, recreativa, desportiva e religiosa”.
“Parece que estamos em guerra, as lojas estão fechadas, apenas os supermercados estão abertos algumas horas por dia. Aqui não há mais carne e eles não sabem quando chegará porque tudo vem de fora. As pessoas estão com medo”, disse um morador.

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