Sociedade

Circulação fica mais fluída

Victorino Joaquim |

A circulação rodoviária em Luanda fica mais fluída a partir deste mês, com a finalização e entrada em uso de vários viadutos em construção em diversos pontos da cidade, segundo uma garantia dada pelo ministro da Construção. 

Obras decorrem a
Fotografia: Contreiras Pipas | Edições Novembro


Artur Fortunato disse que estão quase concluídas as obras   dos viadutos que vão ligar a Centralidade do Kilamba e a estrada do Camama, o Zango e Viana, o da avenida Deolinda Rodrigues (ao lado da Unidade de Trânsito), o das antigas rotundas do Camama e Boavista. 
Com a construção do viaduto da Boavista, a rotunda deixa de existir, o que vai permitir  a circulação fluída das viaturas que saem da Marginal de Luanda para a avenida Kima Kienda, enquanto as viaturas que saem do município de Cacuaco passando pela Comarca deverão desviar para a estrada que dá acesso ao Porto de Luanda, ainda em reabilitação.

Obras de acabamento
“Neste momento, estão a ser feitos apenas trabalhos de acabamento, que até a próxima semana terminam. Estarão então prontos para serem inaugurados”, informou o ministro. Para maior celeridade das obras e com o foco na diminuição do tempo de constrangimento aos  cidadãos, foram utilizadas placas e vigas de betão armado. Quase todos os viadutos vão contar com duas faixas de rodagem e permitirão a circulação de todo o tipo de viaturas durante um período útil estimado em cerca de 50 anos.
Apesar da rapidez dos trabalhos, segundo Artur Fortunato, os viadutos estão a ser  executados observando escrupulosamente os procedimentos e normas técnicas estabelecidas para o efeito. “Não há necessidade de os cidadãos estarem cépticos. São obras de qualidade, sem contra-indicação”, sublinhou. Com a construção e entrada em uso dos viadutos, afirmou Artur Fortunato, a circulação rodoviária na capital do país vai conhecer uma maior fluidez. “A cidade de Luanda cresce quase todos os dias e a circulação torna-se cada vez mais intensa. Necessitávamos de soluções como estas”, explicou.
Artur Fortunato disse que a implementação de soluções para a melhoria da circulação foi feita, também, tendo em conta a necessidade de melhorar-se os acessos para o novo aeroporto internacional, que está a ser construído na zona de Bom Jesus.

Orientação estratégica
Essa postura estratégica é  resultado de uma orientação do Presidente da República, José Eduardo dos Santos, que orientou que se melhorasse a mobilidade urbana, principalmente nos pontos de maior congestionamento da cidade. Além dos que estão em fase final de conclusão,  está prevista a construção do viaduto da Corimba, que vai permitir a ligação da Nova Marginal Sudeste e da estrada da Samba à estrada nacional 230, com acesso ao novo aeroporto.
Referindo-se às obras de requalificação do Sambizanga, Artur Fortunato disse que naquela área estão em curso obras que vão melhorar significativamente a mobilidade rodoviária, mas que o grande constrangimento tem sido o realojamento de cidadãos, apesar de muitos  deles já terem sido realojados no Zango 4. Aguarda-se pela finalização das  casas que estão a ser construídas na zona do Sequele.
O Executivo está a reabilitar diversas estradas, nomeadamente na nacional 100, o troço que liga Cabo Ledo ao Lobito; na 230, o troço Lucala/Malanje, e vários outros  nas nacionais 120 e 225.
O ministro Artur Fortunato visitou ontem as obras do viaduto da Deolinda Rodrigues, onde interagiu com os técnicos e o empreiteiro e vistoriou alguns pontos da avenida, que já apresenta uma nova imagem.
A zona do viaduto está devidamente sinalizada e dotada de uma vistosa área ajardinada.Este viaduto tem uma extensão de 510 metros, 20 metros de largura, duas faixas de rodagem em cada sentido e uma altura de 5,5 metros.
O viaduto do Camama vai descomprimir o trânsito numa zona em que, sobretudo no tempo chuvoso, a circulação torna-se caótica, complicada mais ainda pela grande frequência de cortejos automóveis em direcção ao cemitério. A vida dos moradores da Centralidade do Kilamba, por outro lado, vai ficar muito mais confortável, com o viaduto a tornar rápidas as saídas e entradas.

  Utentes satisfeitos com alargamento da EN 100

 Vários automobilistas que circulam na estrada nacional 100 manifestaram-se, ontem, satisfeitos com o facto de a mesma estar a receber obras de reabilitação e alargamento.  Abordados pela Angop, estimaram sobretudo o facto de a iniciativa vir a permitir uma condução mais segura e tranquila. 
Para Waldemar Joaquim, o alargamento da estrada vai permitir que os motoristas circulem sem sobressaltos e em maior segurança. Já Manuel Bento, camionista há mais de 30 anos, disse que a EN 100 “é muito estreita, por isso o trabalho que está a ser desenvolvido ao longo do traçado vai permitir que as viaturas possam circular nos dois sentidos em simultâneo sem grandes constrangimentos.”
O taxista Paulo Aguiar afirmou que esperava pelo alargamento da via já há muito tempo, “visto que é uma estrada muito perigosa, sobretudo no período nocturno.”
Salientou que o estado actual da empreitada alegra os automobilistas que todos os dias circulam na estrada para transportar passageiros e mercadorias. 
A conclusão dos trabalhos na EN 100 está prevista para daqui a 14 meses. No final, ela passará a ter 15 metros de largura, contra os seis actuais. A empreitada na EN 100, que liga Luanda e Lobito, está dividida em seis segmentos, a saber, do Culango ao Lobito, Eval/Culango, Sumbe/Eval,  Keve/Sumbe, Longa/Keve e Cabo Ledo/Longa. Outras empreitadas em curso são as de Lucala a Malange e do Luena ao desvio do Lucapa.
A expectativa das autoridades é que os utentes das vias, tanto automobilistas como passageiros, se sintam cada vez mais seguros e que os factores relacionados com o estado físico das estradas não sejam mais invocados como as principais causas dos acidentes. Espera-se igualmente que o turismo interno volte a atrair os cidadãos.

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