Sociedade

Classe dos enfermeiros está aberta ao diálogo

Edivaldo Cristóvão

O Sindicato dos Enfermeiros de Angola (SINDEA) desconvocou a greve, que deveria começar ontem, como forma de manifestar a sua disponibilidade de continuar a dialogar com o Ministério da Saúde, para que seja encontrada uma decisão consensual à volta do caderno reivindicativo.

Fotografia: Edições Novembro

O secretário para os Assuntos Laborais e Jurídicos do sindicato, Almeida Pinto, disse ontem ao Jornal de An-gola que a retomada das ne-gociações com o Ministério da Saúde acontece no mês de Janeiro.
Almeida Pinto acentuou que até hoje está em discussão apenas o primeiro ponto  dos 13 constantes do caderno reivindicativo apresentado ao Ministério da Saúde.
Os enfermeiros exigem, no caderno, a melhoria dos salários e das condições de trabalho. O sindicalista  informou que o assunto está a ser tratado com secretário de Estado da Saúde para a área Hospitalar, Leonardo Inocêncio. “Penso que, de momento, não há condições para decretarmos uma greve, porque as negociações continuam. Vamos ter um pouco mais de paciência, embora não haja nenhum sinal positivo”, salientou o sindicalista Almeida Pinto. 
Caso a greve seja convocada, a decisão vai sair de uma assembleia de representantes provinciais do sindicato dos enfermeiros.
Almeida Pinto disse ser entendimento do sindicato que a proposta salarial do Mi-nistério da Saúde tem de ser aprovada na assembleia.
Almeida Pinto assegurou que, em Janeiro, o Sindicato dos Enfermeiros de Angola vai estar em condições de discutir os 13 pontos do ca-derno reivindicativo na mesa de negociações com o Ministério da Saúde. “A greve vai ser convocada se o sindicato não chegar a acordo com o Ministério da Saúde”, admitiu o sindicalista.

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