Sociedade

Comboios do CFL voltam a circular na terça-feira

Edivaldo Cristóvão

Depois da paralisação total da circulação dos comboios do Caminho-de-Ferro de Luanda verificada ontem, as locomotivas voltam aos carris  na terça-feira, anunciou  ontem o porta-voz da comissão sindical dos trabalhadores.

Comboios do Caminho-de-Ferro de Luanda transportam diariamente cerca de seis mil passageiros
Fotografia: Rogério Tuti | EDIÇÕES NOVEMBRO | arquivo

Lourenço Contreiras disse ao Jornal de Angola ter recebido do ministro dos Transportes, Ricardo de Abreu, garantia de actualização dos salários nos próximos dias, razão pela qual a comissão sindical vai reunir com todos os trabalhadores da empresa, na segunda-feira, para dar a conhecer a posição do Governo.
“O ministro dos Transportes garantiu que vai melhorar a nossa situação salarial, por isso vamos reunir com os trabalhadores, na segunda-feira, para anunciar a suspensão da greve e retomar a circulação dos comboios e outros serviços com normalidade na terça-feira”, disse Lourenço Contreiras. Desde o dia 14 deste mês, os trabalhadores do Caminho-de-Ferro de Luanda observavam uma greve parcial, tendo reduzido de 17 para dois a frequência diária dos comboios, mas na sexta-feira e ontem paralisaram na totalidade a circulação deste meio de transporte público no troço Luanda/Malanje.
Durante seis dias consecutivos, os mais de 900 trabalhadores garantiram os serviços mínimos, que permitiram a circulação de dois comboios por dia (um no período da manhã e outro no da tarde), fazendo o trajecto do Bungo/Quilómetro 30, em Viana.
A questão do aumento salarial em 80 por cento, o cerne do braço de ferro,  é um dos 19 pontos constantes do caderno reivindicativo apresentado pela comissão sindical ao Conselho de Administração do CFL. Os trabalhadores exigem reajustes no salário em todas as classes ou categorias existentes na empresa. O sindicalista Lourenço Contreiras disse que dos 19 pontos do caderno reivindicativo apenas faltava este ser resolvido, o que levou a uma intensa maratona negocial com o Conselho de Administração na sexta-feira, mas sem sucesso.
 “Esperamos que o ministro dos Transportes satisfaça  as exigências dos trabalhadores”, disse Lourenço Contreiras, lembrando que o sindicato dos trabalhadores do CFL pugna pela melhoria das condições laborais, subsídios de alimentação, seguro contra doenças profissionais e acidentes de trabalho.
Cerca de seis mil pessoas utilizam, diariamente, os comboios do Caminho-de-Ferro de Luanda. Os passageiros pagam 500 kwanzas em primeira classe, 200,  na segunda classe e 30, na terceira.
A viagem de Luanda a Ndalatando custa 1.800 kwanzas e  o bilhete para Malanje, três mil kwanzas.

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