Sociedade

Correios precisam de muita inovação

O director-geral da União Postal Universal (UPU), Bishar Hussein, afirmou ontem que a chave para o “futuro dos Correios são a inovação, integração e inclusão”.

Os actuais desafios determinam uma nova missão para os Correios de Angola assente na modernização e mudança organizacional
Fotografia: Paulo Mulaza

Bishar Hussein, que falava por ocasião do Dia Mundial dos Correios, assinalado ontem, disse que “o Correio pode orgulhar-se de ser o meio de comunicação mais antigo do Mundo e que continua a desempenhar um papel fundamental na transmissão de informações e transporte de mercadorias”.
O director da UPU disse que a organização tem enfrentado diversos desafios para sobreviver, principalmente em relação à tecnologia com meios de comunicação mais rápidos e eficientes, como o e-mail.
Bishar Hussein explicou que "os correios mais competitivos aproveitaram esses desafios para inovar e criar novos segmentos de mercado, compreendendo que é justamente de um meio de comunicação mais rápido e eficiente que precisam para constituir uma nova cadeia de valor comercial".
A União Postal Universal identificou, no seu projecto de Estratégia Postal Mundial para 2017-2020, a reforma do sector postal como o elemento determinante para o futuro.
Além disso, os correios têm um papel importante na agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável. O director da UPU afirmou que “o órgão está preparado para estimular a inclusão económica, social, financeira e digital de todos os habitantes da Terra”.
Citando dados de 2013, a organização informou que os Correios no Mundo inteiro tinham 5,4 milhões de funcionários e mais de 663 mil lojas.

Tratado de Berna

O sistema postal representa a maior rede global de distribuição física de correspondência e mercadorias. O Dia Mundial dos Correios foi instituído a 9 de Outubro de 1874, na sequência da assinatura do Tratado de Berna. Na ocasião, foi fundada a União Postal Universal (UPU), que congrega correios de 191 países.
Criada em Berna, Suíça, a UPU tem como missão integrar mundialmente os serviços postais e facilitar a comunicação entre os países associados, sem interferir nas políticas de cada Estado-membro.
A data é actualmente comemorada por vários países pelo facto de os correios continuarem a ter um papel muito importante nas comunicações.
Os pioneiros da comunicação postal foram os chineses, mas os primeiros despachos por via aérea talvez tenham sido feitos pelos cretenses e fenícios, usando pombos e andorinhas. O receio de que a correspondência fosse violada levou as pessoas a procurarem métodos secretos de comunicação. Consta que, na Pérsia, um homem rapou o cabelo do seu escravo, escreveu a mensagem sobre o couro cabeludo, esperou que o cabelo crescesse e despachou-o para o destinatário. Este só precisou de uma tesoura para ter acesso ao texto secreto.
Antigamente não era fácil ser “carteiro”, porque mesmo as maiores distâncias eram percorridas a pé e havia muitos assaltantes. Por isso, só as pessoas importantes, como os reis, tinham mensageiros ao seu serviço.

Actividade em Angola

Em Angola, o serviço de correios é centenário, com um longo historial e presença marcante junto das populações e instituições que tem servido. Com a separação num das actividades de correios e de telecomunicações, foi criada em 1980 a Empresa Nacional de Correios e Telégrafos de Angola (Correios de Angola), sob a tutela do Ministério das Telecomunicações e Tecnologias de Informação e da Direcção Nacional dos Correios.
Os actuais desafios determinam uma nova missão para os Correios de Angola, assente na contínua modernização e mudança organizacional, visando a melhoria de fiabilidade, segurança e rapidez dos seus serviços colocados à disposição da população.
O serviço de Internet já está disponível em algumas estações e prevê-se que a adesão seja maior nos próximos tempos.

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