Sociedade

Covid-19: Angola regista mais um caso de contaminação local

Edivaldo Cristóvão, Mazarino da Cunha e Xavier António

A ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, informou ontem, em Luanda, que o país registou mais um caso positivo da Covid-19, de contaminação local na cerca sanitária do Futungo de Belas.

Ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta.
Fotografia: Edições Novembro

Trata-se de uma criança do sexo masculino, de seis anos, da cerca sanitária do Futungo, resultante do “caso 26”.  A ministra, que falava na habitual conferência de imprensa de actualização de dados da Covid-19, informou que, neste momento, o país tem 70 casos positivos, mantendo-se quatro óbitos e 18 pacientes recuperados.

Sílvia Lutucuta referiu que dos 48 casos activos, um requer atenção especial e os outros estão clinicamente estáveis. Do Centro Integrado de Segurança Pública foram recebidas 56 chamadas, das quais três denúncias de casos suspeitos e 53 relacionadas com pedidos de informação sobre a Covid-19. A Equipa de Resposta Rápida recepcionou um alerta de caso suspeito, que após investigação foi descartado.

O Instituto Nacional de Investigação de Saúde, de acordo com a titular da pasta da Saúde, recebeu 8.112 amostras, das quais 70 positivas, 7.192 negativas e 850 estão em processamento. Foram dadas altas, de quarentena institucional, a 39 cidadãos do Cuanza-Norte, seis da Lunda-Sul, três da Lunda-Norte e um do Huambo.

Médicos cubanos

Os médicos cubanos, que se encontram em Angola desde Março, para prestar assistência às populações e dar formação aos profissionais angolanos, custam, em média, aos cofres do Estado, cinco mil dólares, declarou, ontem, a ministra da Saúde.  Sílvia Lutucuta esclareceu que os médicos cubanos estão no país para dar formação especializada aos técnicos angolanos e ajudar na assistência médica aos pacientes infectados com o novo coronavírus.

A ministra considera fundamental fazer uma avaliação do custo, mas, também, lembrou que o país precisa de formar quadros, uma vez que o combate à Covid-19 requer técnicos especializados. “Temos poucos quadros a nível nacional, por isso não podemos pensar que vamos conseguir prestar boa assistência apenas com médicos saídos nas nossas universidades.

É preciso valorizar o capital humano, mas isso só é possível através de formação especializada. A iniciativa do Exe- cutivo surge como uma oportunidade para os nossos profissionais evoluírem”, realçou. Sílvia Lutucuta disse que o Executivo está preocupado com o capital humano e com a qualidade da Medicina, daí a importância do processo de formação e acredita que, com esta medida, daqui a cinco anos o país deixa de depender de médicos estrangeiros.

“As pessoas queixam-se todos os dias que precisam de uma consulta com especialistas, mas às vezes não têm acesso a esses especialistas. Por esta razão, olhamos para o futuro”, sub- linhou a ministra.

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