Sociedade

Covid-19: Comissão Multissectorial anuncia a chegada de mais dois hospitais de campanha

Miguel Gomes

O coordenador da Comissão Multissectorial de Combate à Covid-19, Pedro Sebastião, garantiu ontem, em Luanda, que o país aguarda por mais dois hospitais de campanha que serão instalados fora da capital.

Fotografia: Edições Novembro

O hospital de campanha que está a ser instalado na Zona Económica Especial (ZEE), em Viana, província de Luanda, será inaugurado na próxima semana. Segundo Pedro Sebastião, a unidade vai dispor de 1200 camas. O governante também avançou que os equipamentos médicos e de protecção continuam a chegar ao país.

“Quase todos os dias vão chegando equipamentos adquiridos pelo Governo, tanto na África do Sul como na China (mais de 300 toneladas) e outros países. Também chegaram mais médicos, foram reabilitadas instalações de apoio. Hoje deve chegar mais um hospital de campanha e, na próxima semana, vamos receber mais uma unidade para instalar fora de Luanda”, explicou Pedro Sebastião, no final de um encontro com representantes da Igreja Católica e da Comissão Episcopal de Angola e São Tomé e Princípe (CEAST).

Sobre a eventual adopção do Estado de Calamidade (em vez do Estado de Emergência), Pedro Sebastião disse que “tudo indica” que é possível caminhar nesse sentido. “Aquilo que era possível fazer no curto espaço de tempo que tivemos disponível foi concretizado. O Governo está a adoptar instrumentos para responder às necessidades e, aos poucos, os momentos de incerteza vão se transformando em confiança para travar a pandemia”, defendeu o responsável.

CEAST preocupada com os cultos

Os representantes da CEAST quiseram testemunhar o trabalho que a Comissão Multissectorial de Combate à Covid-19 tem realizado. Ao mesmo tempo, aproveitaram a ocasião para sugerir medidas concretas para ultrapassar os efeitos da pandemia. Sobre o regresso dos crentes aos locais de culto religioso, o bispo de Viana, D. Emílio Sumbelelo, preferiu não adiantar datas concretas.

“Quando isso acontecer, todos serão devidamente informados”, prometeu. A Igreja Católica defende as medidas de prevenção adoptadas até ao momento. D. Emílio Sumbelelo explicou que a sua instituição está a fazer um estudo sobre as normas de culto para orientar, com passos concretos, a celebração de cultos, outros sacramentos e romarias.

Pedro Sebastião disse que o encontro com os bispos da Igreja Católica serviu também para abordar algumas falhas, sobretudo no acesso e distribuição de água potável.  “No combate à Covid-19 a higiene é muito importante. E higiene é sinónimo de água potável. O Governo disponibilizou meios para distribuir água nas zonas mais carenciadas mas, em certas comunidades, os responsáveis não deram o devido tratamento a esta questão”, alegou o coordenador da Comissão Multissectorial de Combate à Covid-19.

D. Emílio Sumbelelo reconheceu “o grande esforço” que se está a fazer mas recordou que o país, ao nível da saúde pública, ainda está “aquém dos países desenvolvidos”.

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