Sociedade

Covid-19: Condições criadas na Universidade Mandume ya Ndemufayo

Arão Martins | Lubango

No âmbito da prevenção à Covid-19, as unidades orgânicas da Universidade Mandume ya Ndemufayo (UMN), que abarca as províncias da Huíla e Namibe, finalizam o processo de criação de condições de biossegurança para o reinício das aulas do ensino superior, no próximo dia 13 deste mês.

Fotografia: DR

O director do Gabinete de Informação Científica e Documentação da UMN, David Anjos, disse ao Jornal de Angola que, neste momento a instituição trabalha no processo de redução de alunos nas turmas, para até 50 por cento da capacidade das salas, além de limitar o acesso às bibliotecas na mesma percentagem.

Informa que, para o ano académico 2020, a Universidade Mandume ya Ndemufayo matriculou 9.293 estudantes nas mais diversas unidades orgânicas, destes, 2.550 ingressaram pela primeira vez. “Efectuamos, até sexta-feira última, visitas de inspecção para constatar in-loco as condições criadas pelas unidades orgânicas, e foi com grande satisfação que notamos que essas condições estão, efectivamente, criadas”, disse.

David Anjos garantiu que, nas entradas das referidas instituições do ensino superior, e das salas de aula foram instalados dispensários de álcool em gel, e fez-se, também, a instalação de baldes, com torneiras adaptadas para a lavagem das mãos, e adquiridas quantidades de sabão azul para o efeito.  Acrescentou que foi feita, com sucesso, a instalação de uma rede de canalização alternativa para alimentar os mecanismos de lavagem das mãos. “Todas as instituições contam com água corrente, tanto da rede pública, como de fontes alternativas (tanques e furos)”, disse.

Segundo o director do Gabinete de Informação Científica e Documentação da UMN, para o caso específico da Faculdade de Medicina, instalou-se uma cabine de desinfecção electrónica logo à entrada da instituição, que funciona na centralidade da Quilemba, a 15 quilómetros da cidade do Lubango, para purificar os estudantes, docentes e demais funcionários. Para outras unidades orgânicas, indicou, adquiriu-se pulverizadores manuais para a desinfecção das salas nos intervalos lectivos, e procedeu-se a aquisição de um bom número de viseiras e máscaras para todos os funcionários.

David Anjos explicou que, a Faculdade de Medicina e o Instituto Superior Politécnico da Huíla e as unidades orgânicas do Namibe projectaram a redução da capacidade de acesso às bibliotecas em 50 por cento, enquanto as Faculdades de Direito e de Economia adoptaram o mecanismo de proibição no acesso às bibliotecas. “Os interessados, só poderão fazer a requisição de livros mediante solicitação prévia”, sustentou.

Referiu que, no Instituto Superior Politécnico da Huíla estão criadas as condições para que os alunos recebam os conteúdos académicos, a serem fornecidos pelos professores em formato digital. “Criaram-se mecanismos electrónicos em que os estudantes vão poder adquirir as matérias no formato digital. Mas por causa das dificuldades que alguns têm, de Internet, poderão fazê-lo via pen-drive, acedendo às instalações e consultando as equipas para adquirirem tais aulas”, aclarou.

Outras medidas de prevenção

Apesar de manifestar alguma preocupação com o aumento de casos de Covid-19 no país, tendo em conta os dados apresentados todos os dias pelas autoridades sanitárias do país, o director do Gabinete de Informação Científica e Documentação garante que, todas as unidades orgânicas da Universidade Mandume ya Ndemufayo estão preparadas para o reinício do ano académico, no dia 13 de Julho.

“Em todas as unidades orgânicas adquiriu-se termómetros para a medição da temperatura dos estudantes e funcionários”, disse, para sublinhar de seguida que a universidade promove uma campanha de sensibilização, que envolve todos os utentes da instituição, sobre as medidas de prevenção à pandemia.

“Demos primazia ao tratamento, por via electrónica, de todo expediente administrativo, para reduzir ao máximo o contágio que pode ser feito via documental. É aí onde entra a questão da Internet. Toda expedição documental a nível das unidades orgânicas é feita, por via electrónica. Descartamos o uso de papel”, explica David Anjos.

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