Sociedade

Covid-19: Governadora desaconselha taxistas a exercerem actividade

Justino Victorino | Huambo

A governadora do Huambo exortou ontem os taxistas e mototaxistas a respeitarem as medidas de prevenção e vigilância epidemiológica do Covid-19, cancelando o exercício da actividade na província.

Fotografia: DR

Joana Lina Cândido, que manteve um encontro com todas as associações de taxistas do Huambo, salientou que só devem circular as pessoas devidamente autorizadas e em casos de necessidade extrema, como forma de reforçar as medidas de controlo de propagação da doença. As pessoas, disse, devem cooperar por uma melhor forma de difusão da mensagem sobre as medidas de prevenção, pelo que a actividade de táxi, devido à proximidade entre as pessoas, constitui um factor elevado de risco de contágio comunitário, por não ser possível observar-se o distanciamento social.

A governante reconheceu as implicações que a paralisação origina, mas disse ser por uma boa causa, porque, salientou, “a vida das pessoas está em primeiro lugar”, acrescentando que caso surja um contágio, em grande escala, os hospitais locais não têm capacidade para atender a demanda, a julgar pela característica viral, e, sobretudo, por ainda não possuir um tratamento específico.

“Angola observa, desde às 00H00, do dia 27 de Março, um regime de excepção, que restringe, por 15 dias, o direito fundamental dos cidadãos, como a livre circulação e conglomerados populacionais. As autoridades locais estão engajadas para que esta missão seja cumprida, na totalidade, na província do Huambo,” frisou.

Tempo

Multimédia